domingo, dezembro 03, 2006

Liberdade de escolha?

A certa altura, o personagem Nick Naylor diz que nós temos de pensar por nós próprios e simplesmente não acreditar em tudo o que nos é posto à frente como verdade absoluta. E mesmo quando sabemos que a nicotina é a causa de morte de muitas pessoas por ano, não deve ser por essa razão que nos devemos tornar paternalistas com as pessoas e "fazer-lhes um desenho". Senão, qualquer dia, ainda dependemos de entidades falíveis como o Governo, seja ele qual for, para nos dizerem o que é bom e o que é mau para nós, deixando os nossos próprios cérebros mirrar. Afinal de contas, o poder de desligar a televisão, não ir ao MacDonald's, ir de táxi quando se tem uns copos a mais, ou deixar de fumar, está sempre nas nossas mãos, mesmo quando se trata de algo que nos causa dependência. Pelo menos, é essa a minha opinião e se calhar foi por isso que gostei deste filme.

4 comentários:

A disse...

ehehehehe

muito curioso... também vi o filem a semana passada.

gostei muito. passa lá no Tretas

;)

Beijos (andamos em sintonia)

Nuno Guronsan disse...

Ao menos que nos valha a sintonia, já que a distância não dá para mais...

Beijokas.

Stephen King disse...

É um facto, mas a liberdade de escolha presupõe informação. E para muitos que nem as linhas sabem ver, por vezes é mesmo necessário fazer o desenho, mas, claro está, e como muito bem dizes, sempre na óptica da autonomia privada da decisão.
O problema está sempre na qualidade e depuração da infromação. E como tal, aplica-se a mesma lógica dos médicos. Consultar sempre mais que uma opinião.

Abraço!

P.S. - Ainda estou para ver esse filme :)

Anónimo disse...

Eu vi no fim-de-semana que passou e para além do muito riso que me provocou (humor sarcástico é comigo!), de facto a brincar a brincar lá se foi chamando a atenção para umas verdades!
E não há nada melhor do que pensarmos por nós próprios não é?!
Parece que me junto à sintonia! :)
Ainda que trios não sejam o ideal... ;)