"Este post veio de encontro a uma das ideias que ainda ontem me passava pela cabeça, ao lembrar as tristezas das nossas vidinhas sempre iguais, sempre diferentes, sempre ausentes de conteúdo - para quem procura sempre mais do que lhe é dado.
Faço-me entender?
Talvez não.
Entendo cada uma destas tuas linhas como algo que vive cá dentro, e acredita que não são as tais horas felizes que nos resgatam de toda esta maré de pensamentos menos alegres, e se calhar, arrisco a dizer, insatisfeitos... é um tema de conversa que tenho frequentemente com poucos, muito poucos, com os tais Beautiful Losers... quem? As minhas personagens tristes, todas aquelas que vivem cá dentro e respiram tristeza a rodos, não porque queira, não porque o deseje, não porque seja masoquista ou goste de cultivar a tristeza e seus quejandos... mas porque não há alternativa senão a de constatar tudo o que se passa no Mundo e o quão efémero tudo isto é...
Pudessem as minhas mãos abraçar cada partícula de pó trazida pelo vento...! Seria mais feliz....
E nada a ver com o amor, ou com a beleza, ou com um copo de vinho... tem mesmo a ver com a essência de cada um de nós...."
E a verdade é que a tua essência não pára de me surpreender...
E não, não são palavras simples de se dizerem, mas são fáceis de se sentirem...
Espero encontrar-te por aí... nas marés...
Quem sabe a ouvir esta música?
You belong among the wild flowers...