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domingo, janeiro 25, 2015

Dos pequenos prazeres desta vida


Ainda assim, fiquei com um certo receio de ir até à biblioteca.
Valha-me a estanta cá de casa, que nunca me desilude...

terça-feira, junho 03, 2014

Um passeio a Kobe

"Trinta e tal anos. Uma coisa vos garanto: quanto mais velha uma
pessoa fica, mais solitária se torna. Isto vale para toda a gente.
Mas talvez não esteja errado. O que pretendo dizer é que, de certo
modo, as nossas vidas não passam de uma série de etapas que nos
vão ajudar a conviver melhor com a solidão. Nestas circunstâncias,
não faz sentido amaldiçoarmos a sorte. Alémn disso, e pensando bem,
a quem podemos queixar-nos?"

Haruki Murakami

 

domingo, setembro 09, 2012

Nippon

Um dia hei-de lá ir. Eu que já estive lá tão perto mas não consegui lá chegar. Uma pena, realmente. Mas o fascínio continua por aqui, rondando a minha cabeça. E um dia há-de ser plenamente satisfeito. Quero conhecer tudo. Quero conhecer as pessoas. E, como diz o Haruki, quero realmente saber de que é "feito". O que é que realmente faz ser como é? E tantas perguntas que poderia fazer, tanta coisa que poderia querer saber, e assim de repente apenas me apetecia perguntar como é que se resiste a tanta coisa? Afinal de contas,

Hiroshima foi há 67 anos,

Nagasaki foi há 67 anos,

Kobe foi há 17 anos,

o metropolitano de Tóquio foi há 17 anos,

e Fukushima já foi há mais de um ano.


Seja pela mão do homem ou pela da natureza, tantos já tombaram naquela terra. Que as suas almas descansem em paz.
安らかに眠る.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Kafka à beira-mar

"Mentes limitadas, desprovidas de imaginação. Intolerância, teorias desfasadas da realidade, terminologia barata, ideias dogmáticas, sistemas rígidos, essas é que são as coisas que realmente me assustam. É isso que eu mais temo e mais detesto nesta vida. Claro que a questão de saber o que está certo e o que está errado é muito importante. Todos nós cometemos erros de julgamento que podem eventualmente ser corrigidos. Desde que tenhamos coragem para reconhecer que errámos, as coisas podem compor-se. Agora, espíritos tacanhos e intolerantes, sem imaginação, são como parasitas que transformam o hospedeiro, mudam de forma, sobrevivem e vingam. São uma causa perdida, e eu não quero vê-los aqui por perto."

domingo, março 25, 2007

Infímos

"Porque será que estamos condenados a ser assim tão solitários? Qual a razão de tudo isto? Há tanta, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros, e, contudo, todos irremediavelmente afastados. Porquê? Continuará a Terra a girar unicamente para alimentar a solidão dos homens?"

Haruki Murakami

13:37

16:27

21:05

23:47

11:41

12:19


Há dias assim. Sejam eles com um sol quente ou com nuvens cinzentas por cima de nós. Com pouca gente à nossa volta, com uns quantos milhares ou com pessoas que nada têm a ver connosco e que parecem de outro planeta. Em pequenos momentos, lembro-me que não estou, de facto, sozinho. Que tenho comigo pessoas que, por pouco ou por muito tempo que passe sem nos vermos, nunca saem da minha vida. Que estão presentes e que partilham a minha própria alma e que são capazes de me surpreenderem sempre. E que mesmo que as polaroides mostrem imagens de suposta solidão, há outras pessoas que estão por trás delas. A que segura a câmara e as que, de algum modo, "seguram" a pessoa que segura a câmara. A vida nem sempre é perfeita mas nas entrelinhas anda muito lá perto. Bem hajam.


terça-feira, março 20, 2007

Sputnik, meu Amor

"Acho que a maioria das pessoas vive fora da realidade. Eu não sou excepção. Basta pensares na transmissão de um carro. É como se existisse uma transmissão que nos liga à crua realidade da vida, capaz de utilizar a energia do exterior através da embraiagem para que as mudanças engrenem na perfeição. É assim que mantemos o nosso frágil corpinho intacto. Isto faz algum sentido para ti?"

Haruki Murakami