quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Não queria fazer mais posts sobre amor, mas tem de ser...

É uma história de amor, pura e simplesmente isso. Que interessa que os amantes sejam do mesmo sexo? É preciso ser muito mesquinho (tal como algumas pessoas que estavam dentro da sala de cinema) para não se sentir tocado por uma verdadeira história de amor como esta, cheia de obstáculos, receios e rejeições. Na verdade, quer se goste ou não do filme, a sensação que se traz é que ainda há muita intolerância para com a diferença, mesmo quando esta apenas assume a forma de um filme. Vão vê-lo e julguem-no por vocês. Só para ver actuações como as do Heath Ledger e da Michelle Williams, eu acho que vale a pena...

2 comentários:

zecarlos disse...

Fui ver o filme e gostei.

Gostei porque me recordou como é fácil julgar os outros: seja na orientação
sexual (recordo um deputado que afirmou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um capricho), seja na religião (árabes e cartoons, por exemplo), seja na sociedade (ciganos, sem-abrigo, toxicodependentes). Além disso, o ser humano tem tendência para generalizar e eu não sou excepção.

E assim o filme fez-me pensar, pensar que talvez hoje eu seja melhor pessoa. Mas, e amanhã?

Nuno Guronsan disse...

É verdade, também senti isso, talvez porque nos últimos anos muitas coisas têm acontecido que me abriram os olhos e me fizeram ser mais tolerante e perceber que a diferença é que faz a riqueza da nossa humanidade.