quinta-feira, dezembro 10, 2009

Prenda Minha - VII

"Experiência intemporal, deliciosa para quem
aprecia as antigas castas do Douro Tinta
Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional,
na sua inocente e virtuosa nudez original,
sem madeira. Um regresso ao passado,
intenso e aveludado. É rubi com taninos
suaves. Ideal para acompanhar momentos
de profundo requinte..."

É um rótulo, é verdade. Mas na verdade é muito mais que um rótulo. É uma cumplicidade que tiveste a enorme gentileza de partilhar comigo. Ou, nas tuas próprias palavras, a celebração da proximidade. E é um rótulo que significou uma conversa longa e bonita, daquelas que quando vamos a ver duraram horas e ao mesmo tempo foram apenas um breve instante. O tempo de uma imperial, infelizmente sem tremoços. E para mais, ainda teremos muita conversa para pôr em dia, ao mesmo tempo que asseguraremos que os senhores carteiros continuarão a ter com que se entreter. Foi muito bom. Até já, minha bonita calamidade.

2 comentários:

cal...formerly known as calamity disse...

:)

uma parte do meu Douro, uma parte da minha Metade, uma parte de mim.
Que bom é teres percebido que assim era, que o que oferecia era isso.
E eu vi o mesmo.
Já li. Já tinha lido. Voltei a ler.
Leio-te sempre.
Beijos e sorrisos, meu Antiácido e um grande, grande obrigada por aquele beira-mar gemelar

Nuno Guronsan disse...

Sempre disponivel para receber assim, com carinho, partes de ti.

Sempre disponivel para estar enregelado frente ao mar e ao teu lado e com paleio que dura horas e horas...

Beijocas grandes.