quarta-feira, outubro 22, 2008

movimento

"movimento de alma
silêncio, emoção,
de doçura meia,
essa tua palma
sobre a minha mão
o que tem que eu leia?

para lá da floresta
onde as coisas são
sem minha licença,
mais linear que esta
confusa razão
da tua presença

não há outro sim
que não tem dizer
e explica melhor?
qualquer coisa assim
como um tempo sem fim
como um espaço sem tempo"

Mário Cesariny

2 comentários:

Eduardo Serra Lopes disse...

mt bem escolhido o poema...

masnao resisto a fazer uma pequena/grande correcção:

Cesariny é com S.

um abraço,colega.

Nuno Guronsan disse...

Caro, Eduardo, obrigado pela pequena/grande correcção. Não sei onde tinha a cabeça...

Abraço de volta.