Nada como começar um novo ano com um novo desafio profissional, não é minha querida amiga? Por isso mesmo me lembrei de te dedicar este especial "recuerdo" dos meus tempos asiáticos. E é engraçado, até porque faz a ponte entre o teu anterior emprego e a nova estrada de trabalho que se abre para ti. E sim, leste bem, trata-se mesmo da OB Beer. Tudo de bom para ti!
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Serviço de utilidade pública - XIII
Nada como começar um novo ano com um novo desafio profissional, não é minha querida amiga? Por isso mesmo me lembrei de te dedicar este especial "recuerdo" dos meus tempos asiáticos. E é engraçado, até porque faz a ponte entre o teu anterior emprego e a nova estrada de trabalho que se abre para ti. E sim, leste bem, trata-se mesmo da OB Beer. Tudo de bom para ti!
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Afinidades
India.
"Perpetrators of human rights violations continued to enjoy impunity, particularly in Gujarat, which witnessed widespread violence in early 2002. There were reports of human rights violations in the context of unrest in several states, including Jammu and Kashmir and some north-eastern states. The government repealed security legislation which had been used to facilitate arbitrary arrests, torture and other grave human rights violations. However, some of the provisions allowing these violations were transferred into existing laws, a move widely criticized by human rights organizations. Socially and economically marginalized groups, including women, dalits and adivasis (tribal people), continued to face systemic discrimination and serious doubts remained about whether moves to enact new laws could achieve the intended aim of protecting their rights. Some states in central and eastern India, where traditional adivasi habitations are located, witnessed an increase in violence involving armed groups and state forces."
Portugal.
"Reports of ill-treatment by police officers continued to give rise to concern about Portugal’s failure to comply with international law and standards. Law enforcement training in the use of force and firearms and operational guidelines reportedly continued to be insufficient. At least 33 women were reported to have been killed as a result of violence against women in the family."
(Taken from the Amnesty International's 2006 Report)
"Perpetrators of human rights violations continued to enjoy impunity, particularly in Gujarat, which witnessed widespread violence in early 2002. There were reports of human rights violations in the context of unrest in several states, including Jammu and Kashmir and some north-eastern states. The government repealed security legislation which had been used to facilitate arbitrary arrests, torture and other grave human rights violations. However, some of the provisions allowing these violations were transferred into existing laws, a move widely criticized by human rights organizations. Socially and economically marginalized groups, including women, dalits and adivasis (tribal people), continued to face systemic discrimination and serious doubts remained about whether moves to enact new laws could achieve the intended aim of protecting their rights. Some states in central and eastern India, where traditional adivasi habitations are located, witnessed an increase in violence involving armed groups and state forces."
Portugal.
"Reports of ill-treatment by police officers continued to give rise to concern about Portugal’s failure to comply with international law and standards. Law enforcement training in the use of force and firearms and operational guidelines reportedly continued to be insufficient. At least 33 women were reported to have been killed as a result of violence against women in the family."
(Taken from the Amnesty International's 2006 Report)
Pelo Sim... em consciência.
Amigo, ainda bem que passaste por este Espaço. E acredita em mim quando te digo que não estou a ser irónico. Sabes bem, tu que me conheces e que pertences à categoria que referi no post anterior, que prezo muito a tua opinião, ainda que contrária à minha. Digo ainda bem que por aqui passaste, porque é sinal de que há, nesta "casa", espaço para discordar do autor dos escritos que por aqui aparecem. Tal como tu, preferia que este debate à volta do referendo fosse feito à volta da discussão de ideias, e não centrada na troca de insultos. Quando ainda falta quase um mês para a data do referendo, parece-me impossível que tal vá acontecer. Talvez por ser um assunto que envolva mais emoção que objectividade, porque "a moral e os bons costumes" continua a ser um cliché perfeitamente identificado com este país. Tu poderás não chamar assassino a ninguém, mas já houve vozes do Não que gritaram assassinos, terroristas ou que compararam esta questão à execução do Saddam (caso do sr. Bispo de Bragança-Miranda) ou, como num powerpoint que recebi esta semana (de uma pessoa amiga), a compararem a questão à volta do referendo com os julgamentos de Nuremberga, ou seja, o Holocausto (de mau-gosto, na minha opinião). Também o Sim já teve a sua quota parte de insultos, entre gritos de hipócritas ou atrasados mentais. Da minha parte apenas posso dizer que sim, acho a lei, como está, uma hipocrisia e sim, também considero hipócritas aquelas pessoas que votaram "a favor da vida" no referendo anterior e depois viraram as costas a tarefas fundamentais como o planeamento familiar, a educação sexual ou o acompanhamento de grávidas "com dúvidas", chamemos-lhe assim. Serei igualmente crítico se desta vez o Sim ganhar e tudo permanecer na mesma, é preciso não haver desresponsabilização da nossa sociedade neste ponto. Tanto eu como tu, meu amigo, somos cristãos mas eu discordo da posição que a Igreja tem assumido neste assunto, como em outros também relacionados com este assunto. Acho que é necessário uma maior abertura de espírito, e não me parece que o Sim neste referendo seja um "retornar à Idade Média", como já ouvi da parte de alguns sectores da Igreja. Também aqui provavelmente discordamos mas isso também se deverá aos nossos diferentes percursos à volta da nossa religião, certo? Para finalizar apenas gostava de mencionar duas coisas que subscrevo inteiramente. Primeiro, e nas palavras do meu leitor Stephen King,
"Mas espero que o sim vença desta vez. Inquivocamente. Embora ache que a Assembleia da República, com a reserva de lei que lhe assiste devesse legislar nesse sentido, sem referendos. Esta é uma questão de saúde pública, de dignidade humana, de uma escolha tão pessoal relativa a algo tão íntimo que qualquer intervenção moralizante ou legislativa é, no mínimo, inaceitável."
E em segundo, nas palavras do nosso (meu e teu) amigo Suburbano,
"As mulheres portuguesas não querem ir a correr para os hospitais fazer abortos. Nem a liberalização legal desta matéria impõe qualquer tipo de comportamento a uma portuguesa que seja. Apenas se pretende ter uma lei que o permita fazer até às 10 semanas, sem que isso seja uma violação da lei do país, da lei moral de alguns e motivo de chacota ou descriminação, até porque muitas vezes colocam em risco a sua própria vida."
Amigo, espero que não vejas este escrito como uma confrontação mas sim como um esclarecer da minha posição perante ti. Nunca escondi o facto de que defendo o Sim no referendo, mas não quero que os meus amigos (extra-blogoesfera, porque também há vida lá fora) que não concordam comigo pensem que me estou borrifando para as suas opiniões. Isso seria uma mentira. No dia 11 de Fevereiro, eu irei votar no Sim e tu no Não. E quando sairmos das urnas, iremos ao café, pôr a conversa em dia e mostrar a todos que a amizade dura muito mais que todas estas palavras...
"Mas espero que o sim vença desta vez. Inquivocamente. Embora ache que a Assembleia da República, com a reserva de lei que lhe assiste devesse legislar nesse sentido, sem referendos. Esta é uma questão de saúde pública, de dignidade humana, de uma escolha tão pessoal relativa a algo tão íntimo que qualquer intervenção moralizante ou legislativa é, no mínimo, inaceitável."
E em segundo, nas palavras do nosso (meu e teu) amigo Suburbano,
"As mulheres portuguesas não querem ir a correr para os hospitais fazer abortos. Nem a liberalização legal desta matéria impõe qualquer tipo de comportamento a uma portuguesa que seja. Apenas se pretende ter uma lei que o permita fazer até às 10 semanas, sem que isso seja uma violação da lei do país, da lei moral de alguns e motivo de chacota ou descriminação, até porque muitas vezes colocam em risco a sua própria vida."
Amigo, espero que não vejas este escrito como uma confrontação mas sim como um esclarecer da minha posição perante ti. Nunca escondi o facto de que defendo o Sim no referendo, mas não quero que os meus amigos (extra-blogoesfera, porque também há vida lá fora) que não concordam comigo pensem que me estou borrifando para as suas opiniões. Isso seria uma mentira. No dia 11 de Fevereiro, eu irei votar no Sim e tu no Não. E quando sairmos das urnas, iremos ao café, pôr a conversa em dia e mostrar a todos que a amizade dura muito mais que todas estas palavras...
terça-feira, janeiro 16, 2007
Fácil de entender
(A foto ali ao canto é de uma pessoa amiga, na casa doutra pessoa amiga. Por acaso é aquela, mas podia ser uma das milhentas que habitam todos os albúns de fotografia que existem cá por casa. Bom sinal, não é?)
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Sátiro
| substantivo masculino | ||||||||||||
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| (Do gr. sátyros, «id.», pelo lat. sat | ||||||||||||
| © Copyright 2003-2007, Porto Editora. |
| |
Não... à Sobranceria.
Face a isto, apenas gostava de perguntar ao sr. bispo se já alguém da sua família ou do seu círculo de amizades passou por uma experiência de IVG. Se já teve que ouvir alguém a contar-lhe o drama que viveu só para tomar essa escolha. Se já teve que segurar na mão de alguém enquanto ela lhe relatava, com lágrimas nos olhos, a humilhação que é tomar uma decisão sobre um acto que ainda é considerado erradamente ilegal. Só quando me responder afirmativamente a estas minhas dúvidas existenciais, poderemos então falar sobre a barbaridade que são estas suas declarações...
quinta-feira, janeiro 11, 2007
In Illo Tempore
Sinto-a como um casaco. O casaco que me acompanha há algumas décadas. O casaco que decidiram dar-me como a prenda mais preciosa que se pode dar a alguém. A princípio estranhei-o um bocado, parecia-me antiquado, demasiado grande para mim e muito pouco interessante. Mas depois fui aprendendo a gostar dele, comecei a conhecer-lhe as finas costuras, fui-me acostumando ao seu forro quente e protector e a descobrir todos os bolsos que possuía e que, de alguma forma, se relacionavam com tudo aquilo que vivia no meu quotidiano. Á medida que ia crescendo, parecia que o casaco crescia também, que se ia acomodando às mais diversas experiências que ia tendo e já não conseguia conceber a minha vida sem aquele casaco, o seu tecido embrenhado bem fundo no tecido da minha própria vida. Mas depois algo aconteceu. O casaco continuava a servir-me mas havia algo de diferente. Estava gasto e em alguns pontos começava-se a notar alguns buracos. A suspeita começava a lançar-se na minha mente, será que teria de deixar o meu casaco? O casaco que, de certa forma, me tinha acompanhado em tantos e tantos passos e caminhadas que dei e que, de repente, parecia que já não se adequava a mim? Depois comecei a notar que alguns dos bolsos se fechavam misteriosamente. Tentava meter lá a mão como tantas e tantas vezes tinha feito e... nada. Estava fechado para mim. Porque seria que o meu casaco me tratava assim? Eu que nunca tinha desistido dele, mesmo quando os buracos nas mangas ou nas costuras envergonhariam qualquer um. Nem mesmo quando o seu estilo já nada tinha a ver com o mundo em que me movimentava todos os dias, nem nessa altura me passou pela cabeça separar-me do meu casaco. Mas agora, numa altura em que precisava do calor e do conforto que me lembrava que ele me dava, parecia que todos os bolsos se fechavam e que o meu casaco não se sentia bem no meu corpo. Era altura de o guardar. Não para sempre, há demasiado de mim naquele casaco, mesmo que os outros não o compreendam. "Como é que alguém se pode afeiçoar a um casaco velho, caduco, fora de época e sem qualquer contacto com os nossos dias?" Seja. Poderão ter alguma razão. Mas eu acredito no meu casaco. Ainda acredito que um dia o possa voltar a usar novamente, que ele abra de novo os seus bolsos e que me possa novamente aquecer a consciência e o coração, como sempre o fez antes...
Não... à Hipocrisia.
"O presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental afirmou hoje que pelo menos 14% das mulheres que abortam sofrem de stress pós-traumático, citando um estudo norte-americano, numa iniciativa da plataforma «Não, Obrigada»."
(Diário Digital)
Portanto, nada melhor que combater o stress pós-traumático de um aborto (numa clínica ou num "vão de escada", ou será que os níveis de stress são iguais em ambos os casos?, pelo menos na perspectiva da plataforma do Não) do que manter uma lei que condena as mulheres à prisão só porque tiveram uma decisão que só a elas lhes compete. Sim, porque o cárcere não deve conduzir a nenhum tipo de stress pós-traumático, quase de certeza. E não me venham dizer que apenas meia dúzia de casos é que chegam realmente à barra dos tribunais, pois um só caso que lá chegue já é o suficiente para demonstrar o quão hipócrita e desumana é esta lei. Ou julgam mesmo que se o Não ganhar o referendo, as IVGs vão desparecer como por artes mágicas? Ou será que todos aqueles que agora se identificam como pró-vida vão passar a usar palas nos olhos depois do referendo?
(Diário Digital)
Portanto, nada melhor que combater o stress pós-traumático de um aborto (numa clínica ou num "vão de escada", ou será que os níveis de stress são iguais em ambos os casos?, pelo menos na perspectiva da plataforma do Não) do que manter uma lei que condena as mulheres à prisão só porque tiveram uma decisão que só a elas lhes compete. Sim, porque o cárcere não deve conduzir a nenhum tipo de stress pós-traumático, quase de certeza. E não me venham dizer que apenas meia dúzia de casos é que chegam realmente à barra dos tribunais, pois um só caso que lá chegue já é o suficiente para demonstrar o quão hipócrita e desumana é esta lei. Ou julgam mesmo que se o Não ganhar o referendo, as IVGs vão desparecer como por artes mágicas? Ou será que todos aqueles que agora se identificam como pró-vida vão passar a usar palas nos olhos depois do referendo?
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Demasiado tempo no sofá...
É uma doença grave, muito grave. Quase que se pode dizer que será a nova maleita a atacar este século que ainda agora começou. Eu próprio me confronto diariamente com vítimas deste síndroma que parece não ter fim. Todos os dias vamos dar com as prateleiras cheias de coisas que não estavam lá no dia anterior. É preocupante. Os custos económicos estão perfeitamente à vista (como nos é explicado em pormenor durante a entrevista) mas há o custo humano que é inquantificável. Como poderemos atribuir um custo ao sofrimento destas pessoas, à vergonha que é ser exposto como portador desta doença tão terrível e para a qual ainda não se vislumbra uma cura? Em defesa deste pobres doentes, aqui deixo o meu tributo para as suas rápidas melhoras...
terça-feira, janeiro 09, 2007
"Ceia louca, louco mundo"
"Falemos de mesas, as mesas onde se come, conversa e desconversa, onde se ama e desama. Praticam-se jogos de azar, governa-se e desgoverna-se o tal mundo que enlouquece. Há murmúrios, trocas de olhos, por vezes gritos.
Dão-se murros nas mesas. Por baixo, às vezes carícias brejeiras e toques subtis. Ainda por baixo (sempre por baixo) há os que conflituam e apanham das mesas apenas migalhas e as rascas da assadura, já que, os que as fazem e enchem não têm lugar à mesa.
Criam o banquete que os expulsa. Há também os que escrevem na pedra e no papel e, até, quem na casca da árvore inscreva letras e corações.
Os da música – os da Brigada – escrevem no Vento. Transformam o riso e a lágrima, ternuras e clamores, a alegria e a tristeza em partes do Vento que nos acodem aos ouvidos e entram na alma. Revelam as justas e injustas coisas do mundo, apontando as linhas da água e do horizonte, e já que – disse-nos o nosso Herberto Hélder – “todas as coisas são mesa para o pensamento” aceitemos os recados que a música ao vento entrega."
Dão-se murros nas mesas. Por baixo, às vezes carícias brejeiras e toques subtis. Ainda por baixo (sempre por baixo) há os que conflituam e apanham das mesas apenas migalhas e as rascas da assadura, já que, os que as fazem e enchem não têm lugar à mesa.
Criam o banquete que os expulsa. Há também os que escrevem na pedra e no papel e, até, quem na casca da árvore inscreva letras e corações.
Os da música – os da Brigada – escrevem no Vento. Transformam o riso e a lágrima, ternuras e clamores, a alegria e a tristeza em partes do Vento que nos acodem aos ouvidos e entram na alma. Revelam as justas e injustas coisas do mundo, apontando as linhas da água e do horizonte, e já que – disse-nos o nosso Herberto Hélder – “todas as coisas são mesa para o pensamento” aceitemos os recados que a música ao vento entrega."
Louzã Henriques
Candal, Novembro de 2005
Candal, Novembro de 2005
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Ondas Sonoras - XXII
Sessenta velas é muita chama para apagar. Mas acredito sinceramente que este senhor ainda tenha muito fôlego para isso e muito mais. Aliás, espero que em breve volte a presentear-nos com mais uma daquelas músicas memoráveis, que se "agarram" à nossa consciência e não a largam, ficando a pairar sobre nós. Feliz aniversário, Mr. Bowie (alias Major Tom, alias Ziggy Stardust, alias Aladdin Sane, alias Halloween Jack, alias Thin White Duke, alias Tin Machine, alias most influential artist ever) e que celebre ainda muitos mais. E como acredito (ou quero acreditar) que realmente podemos ser "heróis" de alguém ou de algo, nem que seja por um dia apenas, deixo aqui uma das suas mais memoráveis canções e uma das minhas preferidas.sexta-feira, janeiro 05, 2007
ADN
Pela Escolha.
"Apoiante do sim, o Movimento Médicos pela Escolha oficializa, na próxima segunda-feira, a sua entrada na campanha para o referendo ao aborto."
(Diário Digital)
Se excluirmos as próprias mulheres que têm recorrido à IVG por portas e travessas, os médicos são provavelmente a entidade que melhor conhece as situações degradantes em que por vezes o aborto é feito. Alguns tentam ajudar essas mulheres, pois sabem que se não o fizerem, elas irão bater a uma porta que lhes deixará marcas para o resto da vida. Alguns gostariam de poder eles próprios ajudar mas normalmente estão "amarrados" a leis éticas bacocas ou, pior ainda, a uma vigilância cerrada dos seus superiores ou iguais com mentalidades mais fechadas. Por estas razões, é de aplaudir que um grupo de médicos apoie declaradamente o fim de uma pseudo-criminalidade e se assumam como o futuro grupo de pessoas que assegurem o verdadeiro papel de apoio às mulheres que decidam optar pela IVG, num cenário pós-referendo. Pois é nesse cenário que temos que começar desde já a pensar, no dia seguinte, no dia em que teremos de exigir ao Governo que não se deixe adormecer e continuar a hipocrisia que existe desde o último referendo.
(Um obrigado especial a todos os que deixaram o seu comentário no escrito anterior.)
(Diário Digital)
Se excluirmos as próprias mulheres que têm recorrido à IVG por portas e travessas, os médicos são provavelmente a entidade que melhor conhece as situações degradantes em que por vezes o aborto é feito. Alguns tentam ajudar essas mulheres, pois sabem que se não o fizerem, elas irão bater a uma porta que lhes deixará marcas para o resto da vida. Alguns gostariam de poder eles próprios ajudar mas normalmente estão "amarrados" a leis éticas bacocas ou, pior ainda, a uma vigilância cerrada dos seus superiores ou iguais com mentalidades mais fechadas. Por estas razões, é de aplaudir que um grupo de médicos apoie declaradamente o fim de uma pseudo-criminalidade e se assumam como o futuro grupo de pessoas que assegurem o verdadeiro papel de apoio às mulheres que decidam optar pela IVG, num cenário pós-referendo. Pois é nesse cenário que temos que começar desde já a pensar, no dia seguinte, no dia em que teremos de exigir ao Governo que não se deixe adormecer e continuar a hipocrisia que existe desde o último referendo.
(Um obrigado especial a todos os que deixaram o seu comentário no escrito anterior.)
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Pelo Sim.
"Se eu acreditasse que o Estado algum dia iria assumir o seu papel social de apoio às mulheres e famílias sem recursos; se eu acreditasse que as associações de "defesa da vida" (que aparecem quando se anunciam debates e desaparecem no dia a seguir aos referendos) iam cumprir o que prometem sobre solidariedade e promoção de uma "cultura de responsabilidade e de respeito pelo valor da vida"; se eu acreditasse que, fora do período de propaganda eleitoral, alguém neste país trabalhasse "na criação de condições para que todas as mulheres que engravidam possam ter verdadeiras alternativas de vida e não façam escolhas de morte", como leio num desses manifestos; se eu acreditasse que as 25 a 30 mil interrupções de gravidez ilegais que se fazem anualmente em Portugal deixassem de existir por via da educação sexual, do presumível apoio do Estado, e da conversa moralista das tais associações criadas por encomenda; se eu acreditasse, enfim, na bondade intrínseca das instituições, e no cumprimento dos deveres mínimos do Estado; se eu..."
(Artigo completo no Diário de Notícias)
Alinho as minhas palavras pelas de Pedro Rolo Duarte. Porque estou farto de hipocrisia e de viver num país onde o chamado "atraso" não acontece só nos níveis económicos mas principalmente nas mentes de pessoas que se julgam melhores que as outras. E já é tempo de deixarmos de viver no século passado e passarmos a pensar pelas nossas próprias cabeças e não condenarmos pessoas que são tudo menos criminosas. Basta!
(Artigo completo no Diário de Notícias)
Alinho as minhas palavras pelas de Pedro Rolo Duarte. Porque estou farto de hipocrisia e de viver num país onde o chamado "atraso" não acontece só nos níveis económicos mas principalmente nas mentes de pessoas que se julgam melhores que as outras. E já é tempo de deixarmos de viver no século passado e passarmos a pensar pelas nossas próprias cabeças e não condenarmos pessoas que são tudo menos criminosas. Basta!
sábado, dezembro 30, 2006
Recta Final
O Citador brindou-me hoje com esta bonita frase do Camus:
"A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente"
Não consigo pensar em melhores palavras para "enfrentar" o novo ano que está quase aí ao virar da esquina. Não sei o que me espera em 2007, não sei se será melhor ou pior que 2006. Não sei se anseie por grandes mudanças ou se desejo que apenas corra um bocadinho melhor que o ano que agora termina. Não sou pessoa para ficar a meditar longamente sobre isso. Prefiro pensar que com mais um revolver deste nosso pedaço de rocha onde todos vivemos nos tornemos todos melhores seres humanos. Pelo menos assim o desejo com todas as fibras do meu corpo. Boa recta final e um melhor início de um novo caminho anual. Para nós todos.
"A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente"
Não consigo pensar em melhores palavras para "enfrentar" o novo ano que está quase aí ao virar da esquina. Não sei o que me espera em 2007, não sei se será melhor ou pior que 2006. Não sei se anseie por grandes mudanças ou se desejo que apenas corra um bocadinho melhor que o ano que agora termina. Não sou pessoa para ficar a meditar longamente sobre isso. Prefiro pensar que com mais um revolver deste nosso pedaço de rocha onde todos vivemos nos tornemos todos melhores seres humanos. Pelo menos assim o desejo com todas as fibras do meu corpo. Boa recta final e um melhor início de um novo caminho anual. Para nós todos.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Memórias
Não conseguia pensar noutra coisa que não fosse o vento. Era sempre a primeira coisa que lhe vinha à cabeça quando recordava aqueles dias de folia. Primeiro a inocência das brincadeiras de criança habituais nos domingos de praia com a família. Depois a inocência perdida nos braços dela, no seio das dunas que se agitavam com o mesmo vento de sempre. Os seus corpos presos um ao outro, o calor do sol misturado com o seu próprio calor, a areia que voava ao redor deles. E onde tinham ficado esses dias? O tempo tinha-os enterrado bem fundo no seu coração, a memória tinha ajudado a cavar esse buraco. A imagem dela era já bastante desfocada, apenas se lembrava do azul dos seus olhos, que faziam o céu ficar pálido e as ondas do mar recuarem de vergonha. Um azul suficientemente poderoso para que ele se tenha perdido uma e outra vez na sua imensidão. E no entanto, tudo lhe era pouco familiar. As fotografias ajudavam-no a recordar-se, mas pouco mais. Apenas o som do vento nos seus ouvidos e a areia a bater-lhe suavemente no rosto. Apenas isso.
Exclusivo!
Exclusivamente aqui, o conteúdo da carta de Ahmadinejad ao Papa Bento XVI. Reza assim:
"Esteja descansado, sô Bento, que quando a malta tiver umas quantas ogivas nucleares, prometo solenemente e por Alá, que o Vaticano será a única nação que eu NÃO vou riscar do mapa. Palavra de Mahmoud, sô Bento. Até porque eu sempre achei piada àquela coisa da varanda na praça. E depois a mitra é uma barrigada de riso..."
(Diário Digital)
E para quando um programa na RTP, estilo "As cartas de Mahmoud"? Sugiro já o nome da Catarina Furtado para moderadora!
"Esteja descansado, sô Bento, que quando a malta tiver umas quantas ogivas nucleares, prometo solenemente e por Alá, que o Vaticano será a única nação que eu NÃO vou riscar do mapa. Palavra de Mahmoud, sô Bento. Até porque eu sempre achei piada àquela coisa da varanda na praça. E depois a mitra é uma barrigada de riso..."
(Diário Digital)
E para quando um programa na RTP, estilo "As cartas de Mahmoud"? Sugiro já o nome da Catarina Furtado para moderadora!
terça-feira, dezembro 26, 2006
Mix de Prendas

Obrigado, família, aos poucos vão sabendo aquilo que me preenche a minha alma e, com o passar dos anos, os "tiros" certeiros são mais que muitos. E tu, Só, fazes parte da minha família de afectos. Afinal de contas, já são uma boa dezena de anos de amizade. Obrigado a todos por terem feito parte do meu Natal, muito para lá das prendas.
Selos:
Brigada Victor Jara,
Gato Fedorento,
João Paulo Cotrim,
U2
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Outros anjos
"... Ou seremos nós que temos um Natal cá dentro, e uma estranha vontade de o viver?"
Sim, sim, sim! Não poderia haver uma melhor frase para este Natal que ainda estou a viver. Obrigado pelo conto de Natal camuflado.
Sim, sim, sim! Não poderia haver uma melhor frase para este Natal que ainda estou a viver. Obrigado pelo conto de Natal camuflado.
domingo, dezembro 24, 2006
x-mas sms
"Q o teu Natal seja muito feliz, abraçado com amor, e enfeitado com alegria, e q a ternura deste dia esteja presente em cada dia de 2007!"
"Natal?Sininhos?Anjinhos?Familia!?Presentes?Amor?Afecto?Paz!?GRANDE TANGA!O que a malta k e cerveja, sexo e boas festas no corpo todo.Um feliz natal 1 bom ano novo cheio de coisas boas."
"Tou a preparar os meus presentes. Pra ti, escolhi a realizacao dos teus sonhos, embrulhados em mto AMOR,PAZ,SAUDE,ALEGRIA e FELICIDADE. Votos de 1 Natal magico."
"A todos os meus amigos,familiares e conhecidos: Informo-lh d k ja me encontro disponivel para aceitar as prendas d natal referentes ao ano d 2006. Evite correrias d ultima hora e filas no acto da entrega...Aceito dinheiro vivo e até cheques,passagens aéreas,joias,perfumes,roupas d marca,telemoveis d topo d gama, entre mtx outras coisas d valor, e n s esqueca tudo da melhor qualidade.Muito obrigado."
"Um Santo e Feliz Natal e 1 Ano Novo recheado de coisas boas e muitas felicidades."
"Deste ano,guarda o que é bom de guardar e Vive o proximo com a certeza que tudo pode ser sp Melhor...Por ixo Antes k 2006 acabe,Antes k as SMS se acabem,Antes k a memoria s apague,Antes k ñ haja Rede,Antes de ficar cm os Copos e perder o TeLeLe. Te desejo UM NATAL FELIZ e um 2007 sempre à Abrir :)))"
"Na lua 1 anjo toca flauta a sua melodia desce sobre a nossa almofada e nas asas traz a cor dos nossos sonhos onde nos embala dizendo baixinho: Feliz Natal!"
"Nesta altura as palavras sao sempre as mesmas,mas é mto bom ter a kem as mandar e com certeza kem as recebe gosta. Feliz Natal e um Excelente 2007!!"
"Neste Natal armei uma arvore com raizes profundas dentro do meu coracao nela coloquei o nome dos meus amigos BOAS FESTAS.UM FELIZ NATAL e BOM ANO NOVO."
"Do Presidente: Caros dragoes. Este ano nao vai haver presepio no dragao. A vaca fugiu."
"Um amigo é um fruto raro e doce num mundo amargo. A amizade conhece o tempo exacto das palavras e dos silencios. Feliz natal e bom ano novo."
"Q as pulgas de 1000 caes vadios infestem o cu daqueles q t lixaram este ano e q os seus braços encolham tanto q n o possam coçar! Feliz natal akele abraco."
"Feliz natal. E um 2007 cheio de saude, concretizacoes, leveza, convivio e garra de viver."
"Natal?Sininhos?Anjinhos?Familia!?Presentes?Amor?Afecto?Paz!?GRANDE TANGA!O que a malta k e cerveja, sexo e boas festas no corpo todo.Um feliz natal 1 bom ano novo cheio de coisas boas."
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"Feliz Natal. A arvore pode ser "artificial" mas os meus desejo sao bem reais e sinceros! FESTAS FELIZES c mt saude, amor e paz na companhia de todos aqueles q amas. Beijos natalícios :-D",*@*,
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"Tou a preparar os meus presentes. Pra ti, escolhi a realizacao dos teus sonhos, embrulhados em mto AMOR,PAZ,SAUDE,ALEGRIA e FELICIDADE. Votos de 1 Natal magico."
"A todos os meus amigos,familiares e conhecidos: Informo-lh d k ja me encontro disponivel para aceitar as prendas d natal referentes ao ano d 2006. Evite correrias d ultima hora e filas no acto da entrega...Aceito dinheiro vivo e até cheques,passagens aéreas,joias,perfumes,roupas d marca,telemoveis d topo d gama, entre mtx outras coisas d valor, e n s esqueca tudo da melhor qualidade.Muito obrigado."
"Um Santo e Feliz Natal e 1 Ano Novo recheado de coisas boas e muitas felicidades."
"Deste ano,guarda o que é bom de guardar e Vive o proximo com a certeza que tudo pode ser sp Melhor...Por ixo Antes k 2006 acabe,Antes k as SMS se acabem,Antes k a memoria s apague,Antes k ñ haja Rede,Antes de ficar cm os Copos e perder o TeLeLe. Te desejo UM NATAL FELIZ e um 2007 sempre à Abrir :)))"
"Na lua 1 anjo toca flauta a sua melodia desce sobre a nossa almofada e nas asas traz a cor dos nossos sonhos onde nos embala dizendo baixinho: Feliz Natal!"
"Nesta altura as palavras sao sempre as mesmas,mas é mto bom ter a kem as mandar e com certeza kem as recebe gosta. Feliz Natal e um Excelente 2007!!"
"Neste Natal armei uma arvore com raizes profundas dentro do meu coracao nela coloquei o nome dos meus amigos BOAS FESTAS.UM FELIZ NATAL e BOM ANO NOVO."
"Do Presidente: Caros dragoes. Este ano nao vai haver presepio no dragao. A vaca fugiu."
"Um amigo é um fruto raro e doce num mundo amargo. A amizade conhece o tempo exacto das palavras e dos silencios. Feliz natal e bom ano novo."
"Q as pulgas de 1000 caes vadios infestem o cu daqueles q t lixaram este ano e q os seus braços encolham tanto q n o possam coçar! Feliz natal akele abraco."
"Feliz natal. E um 2007 cheio de saude, concretizacoes, leveza, convivio e garra de viver."
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