sábado, novembro 05, 2005

Say no to carrots!!!


Depois das curtas-metragens, eis que Wallace & Gromit têm direito ao seu grande filme, A Maldição do Coelhomem. E numa altura em que a animação digital parece dominar as longas-metragens de animação (todos os anos têm sido lançados êxitos atrás de êxitos), é uma lufada de ar fresco podermos ver no grande ecrãn esta animação de plasticina que durante tantos anos nos fazia companhia em inúmeras séries de televisão.

Mas o melhor de tudo são os diálogos, trocadilhos e gags visuais tipicamente british que povoam todo o filme. Não andarei muito longe da verdade se disser que por aqui pairam os fantasmas da muitas séries da chamada Britcom (Allo allo, Black Adder e afins).

É claro que as grandes figuras do filme são os próprios Wallace & Gromit, mas eu fiquei fã dos coelhos. E mais não digo para não estragar a surpresa. Vão ver o filme, na versão original, é claro!

sexta-feira, novembro 04, 2005

Lei de Murphy, versão hipermercado

É certo e sabido que quando uma pessoa está de permanência à direcção num hipermercado (logo, a fazer 8 horas seguidas de trabalho), no preciso momento em que decide ir almoçar/jantar, aparecem dois camiões para descarregar e já não se encontra ninguém na recepção.

terça-feira, novembro 01, 2005

Explicações de Português

“Ser amigo é ser e deixar ser. Livre. Podermos ser totalmente egoístas e, ao mesmo tempo, preocuparmo-nos com o outro com a mesma intensidade – como é possível? Não interessa. É. O nosso bem e o bem dos amigos confundem-se.”

Admito, estou velho...

É giro pensar que vem aí uma outra geração. A geração dos filhos dos meus amigos, colegas de faculdade, colegas de trabalho, enfim todos aqueles a quem nos últimos anos tenho presenciado os casamentos e que agora assisto ao nascimento dos seus filhos e filhas. E tudo isto pôs-me a pensar na minha adolescência e na adolescência que eu vejo hoje nas ruas.

 

A coisa começou quando tive uma conversa com o Suburbano, aqui há uns tempos atrás. Pensávamos nos nossos tempos de secundário onde existia toda uma série de “tribos” mais ou menos identificáveis. Haviam os betos, os surfistas, os metaleiros, os meninos ricos (normalmente eram os primeiros a irem de carro para a escola), até conseguíamos identificar indivíduos que não se inseriam em qualquer destes grupos, os “normais”. Na realidade não sei se hoje ainda se passa assim, mas o que é certo é que olhamos para um grupo de rapazes e raparigas e parecem todos clones uns dos outros. Nos rapazes impera a cultura hip-hop, com as calças a descairem quase até ao joelhos, o boné de basebol e as camisolas com 3 ou 4 números acima. As raparigas usam quase todas as calças de cinta descaída, quase a vislumbrar as cuecas, normalmente com uma tatuagem ao fundo das costas, muito umbigo à mostra e decoradas com piercings por tudo o que é lado.

 

É claro que cada geração encontra a sua forma de “rebeldia” e de tentar chocar a geração mais velha, e isso era algo que também acontecia na minha adolescência, mas continuo a achar que havia mais “variedade” de atitudes. Hoje parece que os adolescentes saltam certas e determinadas fases que na minha altura eram quase ritos de passagem: a primeira cerveja, o primeiro cigarro, o primeiro beijo. É tudo mais rápido e mais cedo.

 

Daí a minha enorme curiosidade em saber como vão ser os filhos daqueles que passaram pelas mesmas coisas que eu. Que tipo de educação lhes vão dar? Será que se vão rever neles? Será que vai haver mais um salto brutal geracional? To be continued...

segunda-feira, outubro 31, 2005

O 4º Segredo de Fátima

"Nunca estive convencido de que a guerra fosse o melhor sistema para conseguir converter em democrático um país e fazê-lo sair de uma ditadura mesmo que sanguinária", afirma Berlusconi, que tentou "várias vezes convencer o presidente norte-americano a não fazer a guerra".

(Directamente do site da SIC Online)

sábado, outubro 29, 2005

Lord Of War

"They say evil prevails when good men do nothing, but they should say evil prevails."

sexta-feira, outubro 28, 2005

Ondas Sonoras - II


Como se fosse feita de filigrana...

É a melhor maneira que encontro para descrever a música feita pelos Stereolab. Já há muitos anos que ouvia a música destes ingleses, desde o tempo em que a Rádio Marginal se dedicava às novas tendências do rock alternativo, mas nunca se tinha proporcionado a compra de um album. Foi preciso entrar numa loja de discos em Times Square para dar de caras com uma colectânea dos seus melhores momentos.

Guitarras quase angelicais, alguma electrónica, muitas orquestrações, um constante oscilar entre as letras em inglês e em francês, são os elementos químicos deste cocktail de emoções à flor da pele, que tanto invocam o Sol a queimar a nossa face, como o frio que nos invade num dia chuvoso.

Errar é humano, mentir é americano?

Parece que Portugal não tem o exclusivo no que toca a políticos desonestos e cobardes. Também na maior democracia do mundo há uns senhores que gostam de se armar em donos da verdade, mesmo quando mentem com todos os dentes que têm.

E nesta situação, estamos a falar de uma ninharia, quando comparada com o todo o manancial de "insólitos" (à falta de palavra menos ofensiva) que a Administração W. Bush nos tem proporcionado ao longo de quase 5 anos. Trata-se apenas de uma birra.

A novidade é que desta birra surgiu pela primeira vez um reconhecimento da desonestidade deste governo. Apesar de convenientemente ter aparecido um bode expiatório, ainda há a possibilidade de Karl Rove (acessor de Bush e, dizem as más-linguas, o verdadeiro presidente em conjunto com o V.P. Cheney) ser também condenado, e quem sabe se finalmente será o começo de uma maior isenção do sistema judicial americano (conferir sff os membro do Supremo Tribunal de Justiça).

Bem sei que devia estar mais atento à nossa própria realidade política, mas não nos podemos esquecer, para o bem e para o mal, que muito do futuro do planeta se joga na arena de Washington, donde ultimamente podemos aplicar aquele velho ditado de "nem bom vento, nem bom casamento"...

quinta-feira, outubro 27, 2005

Religião? Onde?

E se de repente o Irão tivesse mesmo armas nucleares? E se o presidente recém-eleito do Irão não fosse feito só de basófia barata para estudante impressionável ouvir e decidisse mesmo "riscar"Israel do mapa? Todos sabemos que o estado israelita não ia ficar de braços cruzados...

Depois de nos últimos tempos a situação em Caxemira ter recuado um pouco, parece que temos novo foco de conflito que nos faz reviver a Guerra Fria entre os E.U.A. e a antiga U.R.S.S. Apesar dessa Guerra Fria ter terminado quando começava a ter uma consciência mais formada e de estar "fisicamente" distante da preocupação que nessa altura assolava os habitantes das duas super-potências, é possível ainda nos dias de hoje receber os ecos desses tempos. Seja em algum filme oriundo da década de 80, ou nalgum documentário do canal História, ou mesmo na recorrente ameça do nosso amigo George W. Bush em reactivar o programa "Guerra das Estrelas".

Á medida que se assiste a esta (por enquanto) troca de palavras entre o Irão e Israel, com a UE à mistura na figura de Tony Blair, apenas posso esperar que os rumores de armas nucleares não passem disso mesmo, um rumor. E é claro que a questão do petróleo volta também à baila. Ainda se recordam que o Irão também fazia parte do eixo do mal proclamado pelo George W.? Quase dá vontade de desejar que também houvesse petróleo na Coreia do Norte, talvez assim houvesse uma nova invasão "para salvar o povo oprimido", e talvez acabassem as contínuas mortes de pessoas devido à fome...

Mamarracho...

Cacém, Outubro de 2005

O Meu Candidato

quarta-feira, outubro 26, 2005

Melancolia de meio da semana

Começa a chegar o frio. À sombra da Serra de Sintra, começam a soprar os primeiros ventos verdadeiramente cortantes. Apertam-se os casacos, começa-se a pensar se não será melhor trazer as luvas e o cachecol, “e aquelas nuvens escuras também não devem trazer nada de bom”.

Acabaram os dias de calor e Sol, o céu e a terra vão ficando mais “escuros” e sombrios. Toda a natureza se vai “abotoando” da melhor forma que pode. As árvores começam a ficar despidas das suas folhas, o verde vai-se convertendo em castanho, o ciclo começa-se a fechar.

A noite chega mais depressa, a luz vai-se embora mais cedo. O Sol leva consigo o meu sorriso, fico mais sério com o frio. Fico com vontade de ficar mais tempo em casa, longe do frio, longe da chuva, longe de tudo. Mas ao mesmo tempo também sinto o meu interior aquecer-se com o frio. Afinal de contas, como é que se pode gostar tanto do Sol e do seu calor, se não conhecermos a envolvência do vento frio que sopra hoje lá fora?

terça-feira, outubro 25, 2005

A nossa consciência crítica

Acho engraçado (e nada óbvio) que o Luís Delgado concorde com a opinião de um liberal/socialista apenas quando a mesma vai de encontro às linhas "direitas" com que se cozem PSD e PP. Será que ainda devemos ter esperança de ver o sr. cronista a votar no dr. Mário Soares, quiçá no prof. Francisco Louçã? To be continued...

segunda-feira, outubro 24, 2005

Brancos Estúpidos...

Não resisto a transcrever uma passagem do livro de Michael Moore, Brancos Estúpidos (e outras desculpas esfarrapadas para o Estado da Nação), publicado em 2001, antes dos ataques do 11 de Setembro.

"Dia típico do «presidente» George W. Bush
08:00 - O presidente dos Estados Unidos (PEU) levanta-se e verifica se ainda está na Casa Branca.
08:30 - Pequeno-almoço na cama. Rumsfeld lê-lhe o horóscopo e a banda-desenhada.
09:00 - O «co-presidente» Cheney aparece para ajudar George a vestir-se, fala sobre a situação no Iémen, lembra a George que tem de lavar os dentes.
09:30 - O PEU chega à Sala Oval, saúda a secretária.
09:35 - O PEU deixa a Sala Oval para ir fazer exercício no ginásio da Casa Branca.
11:00 - Massagem e pedicura.
12:00 - Almoço com o comissário para o basebol, Bud Selig. Selig confirma que continua a não haver vagas.
13:00 - Sesta.
14:30 - Fotografia com a «equipa do dia» da Liga Infantil de Basebol.
15:00 - O PEU regressa à Sala Oval para discutir legislação com os membros do Congresso.
15:05 - Termina a reunião; o Congresso comunica à imprensa que «a reunião foi muito proveitosa. O presidente disse-nos para 'fazermos algumas leis' e estivemos a bater umas bolas com ele no relvado sul.»
15:10 - Cheney explica ao PEU a política energética, diz a Bush Júnior para enviar cartões de agradecimento aos presidentes das companhias petrolíferas.
15:12 - O PEU pede para ver o mapa do mundo; parece surpreendido com a forma como o mundo cresceu.
15:40 - O PEU memorizou as 191 capitais em menos de meia hora.
15:44 - Bush telefona ao primeiro-ministro da Roménia «porque me apetece»; desafia o primeiro-ministro da Roménia a dizer qual é a capital da Birmânia; o primeiro-ministro não compreende nada do que ele diz porque o PEU está a falar em espanhol.
15:58 - O PEU aceita uma chamada paga no destinatário da prisão de Austin. A filha está presa por ter estragado um retrato dele quando era governador, pendurado no edíficio do capitólio do estado. O PEU finge que a linha está má, imita a voz de uma mulher mexicana que entrou na chamada, depois desliga. É ouvido a dizer: «Quem sai aos seus não degenera.»
16:00 - Fim do dia de trabalho; o PEU retira-se para a zona habitacional para fazer uma breve sesta.
18:00 - Jantar oficial com chefes de Estado africanos. Diz a Cheney que «neste momento não consigo pensar em África, é o 'Continente Negro', sabes!» O PEU pede ao co-presidente para o substituir.
18:05 - O PEU vai nadar na piscina da Casa Branca.
19:00 - Telefona a Laura, no rancho do Texas («Só para dizer olá»).
19:02 - O PEU vai para a sala de vídeo da Casa Branca. Vê Dave, Presidente Por Um Dia (outra vez); adormece.
20:30 - Cheney acorda o PEU, leva-o para o quarto, mete-o na cama, dá-lhe as boas-noites. O co-PEU vai para baixo e continua a maquinar a destruição do planeta Terra."

Aceitam-se sugestões para adaptar esta realidade ao nosso futuro presidente da república, seja ele a "múmia" que for...

domingo, outubro 23, 2005

Um tipo diferente de café

Estive hoje no Pois Café, em Lisboa. Espaço muito agradável, despretencioso e onde não paramos de olhar para as paredes, as mesas, o tecto, de tão bonito que o local está organizado.

Desejo as maiores felicidades às proprietárias e obrigado pelo Brunch Vital que estava bem bom! Ah, e o sorriso que acompanhava o atendimento também é sempre bom, mantenham-no!

Lisbon By Day

Lisboa, Outubro de 2005

sexta-feira, outubro 21, 2005

Ondas Sonoras

Se há uma banda capaz de personificar o "remar contra a corrente" no difícil e por vezes pouco proveitoso panorama musical nacional, essa banda são os The Gift. Apesar de hoje em dia os seus discos já serem distribuídos por uma multinacional, eles continuam a ter o controlo criativo sobre tudo o que os rodeia, inclusivé a editora que por eles foi formada.
 
Só isto já seria de louvar, mas depois temos a música. E a música é de uma beleza inconfundível que nos envolve e nos deixa quase num transe electrónico. Seja com ambientes luminosos ou outros mais escuros, os Gift conseguem uma originalidade e sensibilidade pop que nos deixa a trautear as suas músicas muito depois de as ouvirmos. Não tenho dúvidas que daqui a uns anos também recordaremos com saudade músicas como "Ok, Do You Want Something Simple?", "Question Of Love", ou o mais recente "Driving You Slow".
 
Outra coisa que sobressai é a sua honestidade enquanto músicos. Ao olharmos para a música dos Gift tanto podemos ouvir ecos do passado (Depeche Mode) como sons do presente (Zero 7), mas os próprios Gift resolvem essas dúvidas. Na música "1977", do último album "AM-FM", levam-nos numa viagem no tempo, onde nos vão revelando as suas influências e, ao mesmo, prestam-lhes tributo (Smiths, Radiohead, etc). Boas companhias, é verdade, e cujo toque de génio parece contagiar a música dos Gift, especialmente no último album, uma verdadeira jóia que não tem largado a minha aparelhagem.
 
Como eles próprios nos dizem, "I'm doing it for music, I'm doing it for love..."
 

A minha estante também é assim...

(Directamente do site do Público)

quinta-feira, outubro 20, 2005

O peido-mestre...

... ou o regresso do D. Sebastião, para salvar o Império?

Por mim desejo claramente que se verifique a primeira hipótese. Ao assistir à candidatura oficial do Prof. Cavaco Silva, parece que voltei atrás no tempo e estou a ver o fantasma do Natal passado. Há uma diferença, no entanto, que passa pelo marketing político, o homem está tão polido que até brilha. Parecia que se estava a conter para não dizer exactamente o que lhe ia na alma.

Apesar da grande reviravolta económica positiva que o Prof. conseguiu na sua altura, é dificíl não esquecer a prepotência com que ao mesmo tempo encarou todas as questões sociais que se lhe apresentaram. Hoje voltei a assistir a estas contradições: ao mesmo tempo que diz que o país se "desleixou" no plano económico nos últimos 5 anos, então porquê o seu afastamento e só agora o avanço? Claramente não deve ter nada a ver com a maioria absoluta do PS... Sim, porque o sr. Prof. é muito independente.

Por muito que me irrite, será que tenho mesmo de votar no Dr. Mário Soares de modo a que o título deste post se comprove?

Em honra do senhor que se segue...