segunda-feira, dezembro 20, 2010

Tudo o que eu quero pelo Natal...


... é dançar com uma garrafa de plástico no meio de uma pista de dança. :)))
Rodeado das melhores pessoas com quem poderia estar. Obrigado por (mais) uma noite memorável!





terça-feira, dezembro 14, 2010

to be continued

A comprar...
A escrever...
A embrulhar...
A colar...
Tudo ao mesmo tempo e tudo fora do horário normal de expediente.

Não há alguém que crie uma daquelas petições online para estipular que Dezembro passe a ser um mês oficial de férias para todos?

Era só isto.
Acabo de colocar uma "tabuleta virtual" neste Espaço. Tipo quarto de hotel. Não incomodar sff.

Até já.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Killer Richardson



"You talkin' to me? You talkin' to me? You talkin' to me? Then who the hell else are you talking... you talking to me? Well I'm the only one here. Who the fuck do you think you're talking to? Oh yeah? OK."


segunda-feira, dezembro 06, 2010

Hoje não escrevo.

Deixo isso para quem realmente percebe da poda e nos deixou palavras que realmente nos deixam sem as mesmas. E há algo aqui de estranhamente familiar...



domingo, dezembro 05, 2010

"Desculpe, podia dizer-me..."



As farturas? É fácil, siga sempre em frente, vire lá ao fundo à esquerda e continue até chegar à fonte municipal. Ele está mesmo ao lado.


sábado, dezembro 04, 2010

História verídica, com alguma imaginação pelo meio

- Pai...
- Diz, filho.
- Porque é que a tua pele neste lado do braço tem rugas?
- Isto? Nunca te contei como é que isto ficou assim?
- Não, nunca me disseste. Conta.
- Bom, isto já aconteceu há quase dez anos atrás. E tudo por causa das farturas.
- Aquelas que tu fazes aos domingos?
- Sim, essas mesmas.
- Mas já fazes farturas há tantos anos assim?
- É verdade. O tempo passa tão depressa que às vezes nem damos conta e já lá foram dez anos. Não devia ter muitos mais anos do que tu quando apareceu a ocasião de me tornar um artesão da fartura, como eu gosto de dizer.
- Mas continuas a ser pintor de carros, não continuas, pai?
- Claro que sim, filho. Mas só durante a semana e só porque gosto do que faço e só porque temos de ter outra coisa que pague as contas para lá das farturas. Coitadas, já se venderam muito mais do que agora...
- Não digas isso, pai, que quando saio da missa e passo em frente à tua roulote, estás sempre rodeado de gente, velhos e novos. Até estrangeiros já lá vi!
- Pois é. Felizmente ainda tenho os meus clientes de sempre e a aldeia ainda vai tendo uns quantos turistas a passar por cá e que acham muita piada às minhas farturas...
- Mas ainda não me disseste como aconteceram as rugas.
- As rugas... Bom, isso aconteceu se calhar por falta de experiência minha, não sei. Ainda nem sequer tinha passado um mês desde que tinha comprado a roulote à Dona Rosa.
- Quem era a Dona Rosa, pai?
- Era uma senhora muito simpática e trabalhadora. Havias de a ter conhecido. Foi amiga da nossa família durante muitos e muitos anos. E sempre que havia uma churrascada daquelas que nós fazemos, com a familia toda junta, a Dona Rosa era sempre convidada e aparecia sempre com muitas farturas para pequenos e graúdos. Era sempre uma festa.
- Mas isso quer dizer que ela também sabia fazer farturas?
- Claro que sim. Foi a Dona Rosa que me ensinou tudo sobre farturas, como as fazer assim tão deliciosas. E foi ela que me vendeu a sua roulote durante uma das churrascadas. Nesse dia a Dona Rosa estava a contar-nos que mais dia menos dia ia ver-se livre da roulote. Ela não tinha filhos nem familiares interessados em continuar o negócio e estava a ficar muito velha para estar ali ao ar livre, todos os fins-de-semana. E então perguntou-nos se conhecíamos alguém interessado em comprar a roulote.
- E tu disseste logo que a querias? Porquê?
- Não, filho. Eu estava a ouvir a história como tu também agora a ouviste. E foi o teu tio António que se virou e disse "aqui o João é que era homem para comprar isso, Dona Rosa! O problema é que ele ia passar o tempo todo a comer as farturas!", e desatou numa daquelas gargalhadas à tio António.
- Ficaste chateado, pai?
- Não, filho. Sabes bem que eu gosto muito do teu tio e das tiradas dele. Não, eu apenas disse à Dona Rosa, "você sabe que eu gosto muito das suas farturas e não me farto de a ver a fazê-las. Mas não tenho nem dinheiro para lhe comprar a barraca nem sei fazer farturas como a senhora." Tens de ver, filho, que na altura em que isto aconteceu eu tinha acabado de me casar com a tua mãe e ainda estava à experiência na oficina. Mal nos sobrava dinheiro ao fim do mês...
- E o que é que a Dona Rosa disse?
- Bom, ela começou por me perguntar se tinha mesmo interesse em aprender a fazer farturas, e eu disse-lhe que sim. E ela abriu muito aqueles olhos lindos que ela tinha e disse logo que o dinheiro para comprar a roulote não era problema, que eu ia pagando aos poucos, com o que fizesse nos primeiros domingos em que a utilizasse. E depois, quase sem esperar que eu respondesse, ficou logo combinado que no domingo seguinte eu iria com ela para a roulote, onde ela me ia ensinar todos os segredos e manhas de uma boa fartura. E foi mais ou menos assim que acabei por ficar com a roulote. Tive a companhia da Dona Rosa durante uns três, quatro domingos, ela ensinou-me tudo o que havia para me ensinar, e a partir daí deu-me as chaves para a mão, deu-me um beijo e disse que sempre ficaria agradecida por eu ter aparecido na sua vida e continuado a sua arte.
- E as rugas? E as rugas?
- É verdade, já me estava a esquecer. Isso aconteceu quando já fazia as farturas há um par de meses. Na verdade, ainda estou para saber o que aconteceu, porque o mais normal numa roulote de farturas é uma pessoa ficar queimada com o óleo, mas não foi por causa disso. Estava a mudar a bilha do gás, que na altura ainda ficava dentro da roulote, e ainda devia ter um restinho de gás que acabou por inflamar. A única coisa que pensei quando me atirei para a frente com os braços foi que a tua mãe estava ao meu lado. E quando voltei a pensar novamente, tinha os braços quase todos queimados.
- A sério? Mas eu nunca reparei em nada. Só nestas rugas pequeninas que aqui tens...
- Pois é. A coisa podia ter corrido muito mal. Mas sucederam-se uma série de pequenas coisas boas que ajudaram a que não ficasse com muitas cicatrizes. Primeiro a tua mãe colocou logo os meus braços numa bacia com muita água fria, enquanto conduzia o carro a toda a velocidade para o hospital na cidade.
- A mãe? A conduzir a mais de 60 à hora?
- A sério. Acho que nunca mais a vi a guiar tão depressa. Quando chegámos ao hospital, mesmo com a água fria, já havia partes dos meus braços onde a pele tinha caído e outras onde havia enormes bolhas. Felizmente fui atendido por uma médica espanhola extremamente competente, que tinha chegado à cidade há umas duas semanas. Ela foi muito atenciosa e cuidou de mim da melhor maneira possível, deu-me uma pomada para colocar nos braços e enfaixou-mos muito bem com não sei quantos pensos e compressas. E disse-me para voltar na semana seguinte.
- E depois, pai?
- Bem, já sabes que sou um bocado assim para o desenrascado. Por isso, estive muito atento à maneira como a enfermeira ia fazendo os pensos, de maneira que, quando voltei a casa e durante essa semana, fiz a mudança dos pensos uma série de vezes, sempre aplicando a pomada como a doutora me tinha explicado. Quando lá cheguei para a consulta, a médica nem quis acreditar, pois os braços estavam quase, quase como novos, apenas restanto algumas bolhinhas nesta zona onde ficaram as rugas. Contei-lhe o que tinha feito e ela ficou tão impressionada comigo que, mesmo hoje, quando nos cruzamos na cidade, ela faz-me uma grande festa e fala sempre nas minhas queimaduras que até parece que nunca aconteceram. E olha que já passaram quase dez anos...
- Caramba! E pensar que nunca me tinhas contado essa história...
- Nunca me tinhas perguntado. E não é uma história assim tão interessante...
- Isso dizes tu. É uma grande história. Alguém devia passá-la a um livro ou assim...
- Ora. Como se alguém estivesse interessado em ler sobre farturas e queimaduras e afins... Olha, filho, vou mas é deitar-me que amanhã é dia de fazer farturas e algo me diz que vai estar sol e vou ter muitos clientes...
- Fazes muito bem. Não te esqueças de guardar uma para mim, como de costume.
- Claro que não me esqueço, filho. Boa noite.
- Boa noite, pai. Dorme bem.




(Pequena homenagem a alguém que nos tratou de forma tão simpática e humilde e que tornou um dia já de si muito bom num dia verdadeiramente inesquecível. Um grande bem haja e um destes domingos passo novamente por aí para comer uma fartura. E quem sabe mostrar-lhe estas palavras, ainda que falhas de alguma veracidade. Mas acho que o essencial está cá.)

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Depois das rações, dos bebedouros, das cercas...

... eis que já tenho a minha própria produção pecuária.





Obrigado, malta do LB!!

quinta-feira, novembro 18, 2010

Casa de partida, receba dois mil escudos...

E pronto. De acordo com o sempre útil google maps, é qualquer coisa como,

+39° 17' 12.51", -7° 25' 57.73"



Apareçam! :)


quinta-feira, novembro 04, 2010

Novamente com poucas palavras


enquanto os céus ardem, cá em baixo pensa-se que está mais que na altura de assentar arraiais, deixar-me de correrias, e finalmente abrir a porta de casa e esperar que os céus continuem a arder assim.


quinta-feira, outubro 28, 2010

À noite


Há músicas, letras e notas musicais que me servem de porto seguro quando preciso de me agarrar à beira do abismo. Mas também há aquelas pessoas que nos deixam canções que nos aconchegam o coração e nos libertam a alma para outros voos. Esta senhora é, muito provavelmente, a melhor manifestação da segunda via. E uma excelente companhia para noites escuras, silenciosas e longas...

sábado, outubro 23, 2010

24 de Maio de 2011



O primeiro momento de felicidade para 2011 está garantido.


quinta-feira, outubro 21, 2010

34

As prendas serão inesquecíveis.
As palavras foram directamente para o coração.
Os sorrisos valem todos os euromilhões do mundo.
Os abraços foram apertados como sempre devem ser.

Mas espero que todos e todas me perdoem quando eu disser que a melhor prenda que tive hoje foi um telefonema que me fez chorar de felicidade. Sentir que palavras como esperança e acreditar até ao fim nunca mais serão as mesmas depois de ouvir a voz de alguém em quem os meus pensamentos têm tantas vezes recaído nas últimas semanas. Ainda agora, enquanto volto a pensar no telefonema e na voz linda que ouvi do outro lado, ainda agora sinto os olhos ficarem molhados de lágrimas que me deixam de alma renovada, que me mostram uma vez mais que a nossa felicidade acabará sempre por vir de dentro de nós e das pessoas que nos preenchem os vários recantos do nosso coração. E como sou feliz hoje depois de te voltar a ouvir, minha querida. Agora apenas quero estar contigo, abraçar-te, beijar-te e sentir que sempre estiveste aqui e que sempre estarás...

Obrigado. Dias de aniversário assim quero tê-los para sempre...

Olha, passou mais um ano...


Continuas a correr, sabe-se lá para onde. Mas gosto da maneira como continuas a sorrir enquanto tentas descobrir novos sítios, novas pessoas, novas coisas que povoem a tua vida e que te deixem sempre com boas memórias. Mas gosto ainda mais da maneira como ontem disseste que o passado é passado, viva o presente, e venha o futuro. É daquelas ideias inspiradas pela luz a iluminar-te logo pela manhã.

Parabéns, puto!


segunda-feira, outubro 11, 2010

Pobre diabo

Demorou um bocado a aperceber-se. Na verdade, foi mais do que um bocado. Na verdade, demorou alguns anos a ver o estado em que estava. Talvez fosse porque já quase nem se lembrava de algum dia ter escrito aquelas palavras. Não fosse guardar todos os livros onde alguma vez tinha aparecido o seu nome ou os seus escritos e provavelmente teria continuado a viver sem nunca se aperceber da sua triste condição. Mas, pronto, tinha pegado naquele livro antigo, com muitos contos de vários autores, no qual também ele aparecia com meia dúzia de páginas escritas quase de um fôlego num dia particularmente chuvoso com uma lâmpada que apenas iluminava o ponto onde a caneta se encontrava com o papel. E assim que começou a ler as suas próprias palavras, ou melhor assim que começou a recordá-las, um olhar estranho apoderou-se de si e de tudo aquilo que o rodeava e que os seus olhos alcançavam. O cigarro aceso que segurava entre os dedos da mão direita. O televisor mudo que o fitava do outro lado do quarto. Os papéis espalhados desgovernadamente por todas as duas camas do quarto. O brilho de faróis indo e vindo do outro lado dos vidros da janela. Tudo isto era incrivelmente estranho. Tudo isto era incrivelmente familiar. Mas mesmo assim, ele não queria, não pensava, apenas desejava que tudo não passasse de uma desagradável coincidência, desejava que tudo não passasse daqueles síndromes de idiotice generalizada estilo sexta-feira treze ou dez do dez do dez. E agarrando a cabeça com as duas mãos, o escritor dizia que não, não era possível, nada daquilo fazia qualquer tipo de sentido, tinha finalmente perdido todo e qualquer pedaço de juízo que alguma vez tivesse tido sob aquele crânio. Levanta-se, anda de lado para o outro no quarto, acende outro cigarro, vai à janela, abre-a, torna a fechá-la, apaga a luz, fecha os olhos enquanto inspira mais uma vez a nicotina, volta a abri-los, volta a andar de um lado para o outro, sente-se enlouquecer lentamente. Até ao momento em que passa pelo espelho. Pelo canto do olho, vê um vulto a passar pelo espelho. Volta atrás e coloca-se de frente para o mesmo. E é nesse preciso momento que se apercebe do seu fado, destino, o que lhe queiram chamar. É nesse preciso instante que vê os seus cabelos brancos, as suas rugas, os seus olhos inundados de raios de sangue de incontáveis insónias, as manchas que começam a percorrer os seus braços, as pregas do pescoço, a barba rala e áspera como lixa. E assim, num segundo, ele sabe que é mesmo verdade. Não o sonhou, não o imaginou, mas é mesmo verdade. Apaga o último cigarro e pega no livro esquecido de contos. Volta a passar as páginas, uma a uma, volta a ler as palavras que escreveu há tantos e tantos anos, volta a lê-las, uma a uma. E enquanto sente toda as suas forças a fugirem-lhe do corpo, todo o seu ser a transformar-se em cinzas de uma vida esgotada, enquanto tudo isso acontece, ele sabe que é mesmo verdade. Que tudo não passou de uma ficção. Que na realidade nada aconteceu, nada se passou. Que, no fundo, apenas viveu a vida de outrém. Que, ao virar a última página, a sua vida não foi mais do que aquela que imaginou para uma das suas desgraçadas personagens numa das suas míseras estórias.





segunda-feira, outubro 04, 2010

estrada fora



os quilometros já são mais que muitos, sempre com o sol de frente, mas não mudava nada, quero continuar sempre em frente, seja a 50 ou a 150, enquanto houver estrada pra andar, a gente vai continuar, já o bardo ébrio canta ao piano há muitos anos, e nunca ele esteve tão certo...


domingo, setembro 26, 2010

Um buraco no coração


("do you remember what you told me once? that every passing minute is a another chance to turn it all around...")


Segredos pouco escondidos...


("roubado" do sítio domingueiro do costume)


E fiquei com aquele sorriso parvo na cara de cada vez que vejo um segredo que também fala ao meu interior. Ao ver este acabei por me recordar mais uma vez da razão pela qual ainda hoje a minha mãe anda sempre na carteira com um postal pequenino feito por mim na escola, com meia dúzia de palavras de criança a tentarem servir de legenda a todo o amor que nutro por ela. Outros tempos mais simples, os mesmos sentimentos, sem tirar nem pôr, que sinto no presente...


(este blogue está a ficar um bocado lamechas... :)))



luz estranha



ou, por outras palavras, continuam a ser dias recheados de coisas emergentes e experiências novas nas quais apenas acrescentava a presença daquelas pessoas que são as minhas artérias e os meus ventrículos, aquelas que todos os dias alimentam a minha loucura saudável. Amo-vos, onde quer que esteja.


terça-feira, setembro 14, 2010

calcorreando



definitivamente, os instantâneos estão por aqui para durar...