segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Um buraco no coração



(ou como a noite pode trazer consigo os piores fantasmas...)

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

A criança que ri na rua

"A criança que ri na rua,
A música que vem no acaso,
A tela absurda, a estátua nua,
A bondade que não tem prazo
Tudo isso excede este rigor
Que o raciocínio dá a tudo,
E tem qualquer coisa de amor,
Ainda que o amor seja mudo."

Fernando Pessoa


(ainda na sequência do escrito anterior, na primeira página de um livrinho especial, escrito por uma pessoa especial. obrigado, continua por aqui e bem vivo.)


Arrumações

Devia ser proibido ler cartas antigas.
Por vezes acabamos por esquecer parte daquilo que outrém nos escreveu há anos e anos atrás. As coisas boas, as coisas menos boas, as coisas que já são passado, as coisas que continuam a acontecer no presente. Custa ler as palavras de pessoas que foram seguindo outros caminhos, longe dos nossos. Custa ler as palavras de pessoas que continuam a fazer parte da nossa vida, mas de forma diferente, muito diferente daquilo que eram e daquilo que nos fizeram sermos tão próximos. Custa ler as palavras que lemos no passado, num sítio longínquo, onde apenas podíamos imaginar o sorriso da pessoa que nos escrevia, onde sentíamos as lágrimas a aparecerem quando pensávamos na lágrima que corria na face de alguém que estava longe. Ficamos felizes por lermos palavras que são tão válidas hoje como o eram há dez anos atrás. Sentímo-nos impotentes por lermos palavras de quem nos amou e que depois nos deixou, palavras desamparadas, palavras paradas no tempo que impacientemente correu até nos deixar num presente onde estas palavras parecem punhais. As cartas trazem consigo as imagens do passado, aquelas imagens que não podem ser fotografadas, que caminham pelas ruas perdidas da nossa memória. Mas elas trazem também consigo o contraste do presente, a ausência que nos percorre quando algumas palavras são tão duras de ler. E mesmo assim, recusamo-nos a lançar essas cartas na fogueira do esquecimento, pois mesmo sendo trespassados por esses punhais feitos de tinta escrita à mão, é importante que fiquem por ali, arrumadas numa gaveta, a lembrarem-nos que já fomos felizes, já chorámos, já fomos amados, já fomos inocentes e tudo aquilo ainda somos nós e elas, as pessoas cujo eco das palavras continua a ressoar dentro da nossa alma.
Devia ser proibido ler cartas antigas.

Ou, faz parte da tua vida.
:)

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

O que se leva desta vida...


... ou como já não bastava o baptismo de snoopie.

... ou como a minha vida ainda não era completa até saber ler nos lábios de alguém «vamos jogar o totobola».

... ou como mais uma vez recordar que há dez anos atrás estava a conhecer pessoas que dez anos depois estariam ao meu lado, a recordarem-me como a amizade é uma coisa preciosa.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Responde se és homem

"Rita, por amor de Deus, a angústia existencial faz parte de qualquer pessoa com razoável e positiva ambição e cultura. Por isso não tens paciência para quem vem desabafar contigo, pois a dor dos outros é efectivamente abstracta e só raramente nos identificamos com ela. Refugiamo-nos na crítica para entreter a nossa tristeza egoísta, e encontramos algum prazer em ver como os outros são falsos ou pirosos num enterro de carpideiras."

Rosado Fernandes



Minha querida professora, é verdade que com um atraso de mais de um ano, lá cheguei às palavras que foram tua oferta natalícia. Gostei das epístolas, ainda que eu próprio continue a ser um incrédulo, um perdido nestas questões de género/sexo. Mas as palavras inspiraram-me, tenho isso a dizer, e vamos a ver que coisas serão escritas por este espaço nos próximos tempos. E é claro que partilho do desejo que me deixaste escrito na primeira página, isso seria um pequeno milagre a acontecer nas nossas vidas. Um grande obrigado do fundo do meu coração, minha querida professora.


segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Invictus


"Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul."




E que pena é que haja apenas um Nelson Mandela e que ele não seja imortal. E digo imortal pois creio que já é eterno na nossa memória colectiva. E por trás de toda a magia que gira à volta de uma estória de rugby, há uma verdadeira lição de humanidade que atravessa todo o filme, e que todos os seres humanos deviam conhecer e aprender, assim o mundo fosse um lugar justo e nobre.

(Disse e repito, Clint Eastwood can do no wrong. Period.)


quinta-feira, janeiro 28, 2010

Empreendorismo

Não se consegue resistir ao poderio da Maçã Trincada...
Ele é o iPod, o iPhone, o iPad...
Pois bem, e eu apresento em primeira mão...

o iCaramba.


(aceitam-se sugestões para a sua utilização.)

sexta-feira, janeiro 22, 2010

O velho

Lembro-me que era das primeiras coisas que ouvia quando acordava. Primeiro apareciam os pios dos passáros que poisavam nas macieiras do pátio das traseiras. Depois era invariavelmente o canto dos sinos da igreja da terra, logo seguido orquestralmente pelos sinos das igrejas das terras vizinhas, o eco de todos esses sinos atravessando os vales e as terras onde já se cultivava desde que o sol se tinha levantado. E era então que começava a ouvir o sussurro de alguém que parecia entoar uma ladainha, repetindo as palavras tão rapidamente para que ninguém as pudesse perceber. Só quando o som que vinha do rádio se sobrepunha às palavras, só nessa altura se percebia que quem quer que estivesse a murmurar, estava na realidade a rezar. Um ciclo de rezas que parecia não ter fim e que normalmente durava toda a manhã.

Chamavam-lhe Pap'Arroz. Uma daquelas alcunhas que vinham dos tempos de infância e que atravessavam o tempo, agarrando-se ao nome de todas as pessoas que viviam na aldeia e as acompanhavam até ao fim dos seus dias. Nunca cheguei a perguntar o porquê daquele nome e, na verdade, não sei explicar porque nunca o fiz. Sabia, por exemplo, porque é que a minha avó chamava Ganso ao meu pai. Sabia porque é que o meu avô tinha o pregão de Pinguinhas agrafado ao seu nome. Mas o porquê daquele eremita-que-não-o-era-verdadeiramente se chamar Pap'Arroz, nunca me ocorreu perguntar.

A figura daquele homem velho atravessou boa parte da minha infância, sempre que passava férias na velha aldeia onde os meus pais e os pais deles todos nasceram. Lembro-me da sua casa, antiga como poucas naquela parte da aldeia, onde começavam a surgir a toda a volta vivendas compradas e construídas com as divisas que chegavam de outros países europeus. Era uma casa feita de pedra, com um aspecto tão duro e desgastado como o homem que a habitava. A porta da casa era, como muitas na aldeia, "partida" ao meio, permitindo que a parte de baixo ficasse fechada, enquanto a parte de cima podia ficar aberta, tornando-se mais uma janela para ver o que se passava lá fora. Era por aí que surgia, logo pela manhã, o som da missa pelo éter, acompanhado pela ladainha oratória do homem.

Raramente vi aquele homem sair da sua casa. Talvez numa ou outra procissão, sempre atrás de todas as outras pessoas que seguiam os andores. Lembro-me que havia uma única pessoa que o visitava, que lhe levava coisas lá para casa, uma familiar distante que vivia numa aldeia vizinha, do outro lado do rio. Lembro-me ainda que sempre que ocorriam estas visitas, não tardava muito até ouvir os gritos do homem e da familiar, discussões que me deixavam aterrado, ainda com mais medo do que aquele que já sentia por aquela figura. Não que o homem alguma vez me tenha feito mal. Aliás, acho que nunca lhe teria dado oportunidade para tal. Um punhado de vezes tentou mesmo falar comigo mas a sua voz grave como um trovão, ou assim me parecia, era o suficiente para eu desatar a correr pelas escadas acima da casa do meu avô. Aquela voz, as suas roupas quase sempre pretas e gastas, o chapéu com que até dentro de casa andava, e a sua longa barba negra constrastando com os cabelos já esbranquiçados que fugiam por debaixo do chapéu, todo aquele aspecto deixava-me com um medo tal que nem mesmo os enormes cães de guarda da quinta ali ao lado, sempre a latir quando me viam passar, nem esses monstros continuamente a ladrar me deixavam com tanto medo. Era um puto, e os medos e receios que nos assaltam quando somos putos não se explicam. Curiosamente, quando o velho Pap'Arroz rezava, não tinha receio e até cheguei a pensar que eram pessoas diferentes, que nunca o velho de voz de trovão poderia ser a mesma pessoa cujo suave murmúrio entrava todos os dias pela janela. Seja como fôr, acabou por ser uma daquelas pessoas que associava imediatamente aos dias que passava naquela aldeia longe da minha casa. E o tempo foi passando, e eu cresci, e o medo foi-se desvanecendo até não passar de uma memória de criança.

Já estaria na universidade. Foi dos últimos verões que acabei por passar na terra. Daí a algum tempo os meus avós começariam a sua romaria entre as casas das filhas e só nos tornaríamos a encontrar todos na terra em algumas ocasiões especiais e cada vez mais dispersas. Naquele verão fui dar com a casa do velho Pap'Arroz fechada e sem o habitual som do rádio. Perguntei à minha avó. Tinha morrido na passagem do inverno para a primavera. A familiar distante tinha-o encontrado deitado na cama, com as mãos fechadas a segurarem um terço, e já com o rádio silencioso na mesinha de cabeceira. Perguntei à minha avó se tinha ido muita gente ao funeral. Ela quase estranhou a minha pergunta e disse-me que sim, claro que sim, era uma pessoa da terra e nunca as pessoas da terra são deixadas sozinhas enquanto rumam ao seu último lugar de descanso. Disse-me ainda que da próxima vez que fôssemos ao cemitério, levaríamos também algumas flores para deixar na campa do velho.

Fiquei a pensar durante toda a tarde nas suas palavras. E fiquei a pensar também que com o desaparecimento daquele velho eremita-que-não-o-era, também uma parte da minha juventude desaparecia com ele. E que a partir daquele dia só teria a companhia do piar dos pássaros e do repicar dos sinos nas minhas preguiçosas manhãs passadas na aldeia.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Mulher em branco

"pode ser não mais que amarmos sem regras, demora às vezes uma vida percebermos que o amor não tem afinal regras, pode acontecer que o inferno nos guie por vezes, e sem darmos muito por isso estamos numa busca de selva, à procura de outra coisa, de outra coisa que nem sabemos bem o que é, que simplesmente se assemelha muito ao que já tivemos e queremos preservar, às vezes cometemos erros atrás de erros atrás de erros porque não aceitamos que o encanto terminou, que ficou só terra queimada, não temos já maneira de segurar

(Como um pássaro ferido nas mãos em concha)"

Rodrigo Guedes de Carvalho


quinta-feira, janeiro 14, 2010

Mágoa

"Há muito que os especialistas defendem que o tratamento do cancro está demasiado fragmentado e que para haver maior qualidade é necessária concentração. Nesse sentido, a Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas (CNDO) fez sair este mês um documento onde surgem os requisitos necessários para que uma unidade preste cuidados em oncologia. Um deles define como 500 o número mínimo de novos casos por ano para que um serviço se mantenha aberto."

(escrevinhado no público)

Racionalizem tudo o que quiserem.
Façam todas as avaliações de custos e relatórios de produtividade que quiserem.
Entrem em todas as rivalidades políticas e regionais que queiram.
Façam tiroteio de números o quanto tempo quiserem.

Mas saber que vai haver mais hipóteses de haverem pessoas a sofrer com uma doença que nos rouba quase toda a nossa dignidade e nos leva quase tudo menos os ossos...
Saber que há hipóteses de haverem ainda mais famílias e amigos dilacerados pelo sofrimento de quem amam e pelo eventual roubo dessa presença nas suas vidas...
Saber que o ser humano é apenas um número e nada mais...

Espero que a vossa consciência vos grite aos ouvidos até ao final das vossas vidas.

domingo, janeiro 10, 2010

Wild Thing


Lembrou-me todas as minhas brincadeiras de infância. Todas as aventuras imaginadas na minha cabeça que se passavam no espaço das quatro paredes do meu quarto. Lembrou-me as minhas correrias pelos corredores de casa, a fugir de monstros terríveis ou a perseguir extraterrestres não muito amigáveis com a minha arma de raios laser. Lembrou-me tudo aquilo que, de certa forma, tornou a minha infância tão feliz. E lembrou-me ainda como vivemos com o coração ao pé da boca, quando somos crianças. Como deixamos que as emoções nos invadam e nos deixemos inundar pela alegria, pela tristeza, pela revolta, pela solidão, pelo facto de sermos ainda pequenos e ninguém querer saber a nossa opinião. E, lá está, de como no fundo todos nós temos dentro de nós todos aqueles monstros, os bons e os menos bons. E de como podemos ser todos eles, sendo sempre nós próprios. Gostei, claro.

(Não é o melhor filme do Spike Jonze, mas mantém o nível de excelente criador de ideias cinematográficas.)


sexta-feira, janeiro 08, 2010

Liberdade

Fez esta semana dois anos que escrevi esta pequena estória.

Hoje é dia de arco-íris. Sem chuva. Sem hipocrisia.


quinta-feira, janeiro 07, 2010

"Queima o sangue um fogo de desejo,
De desejo a alma é ferida,
Dá-me os teus lábios: o teu beijo
É o meu vinho e minha mirra.
Reclina para mim a cabeça
Ternamente, faz que eu durma
Sereno até que sopre um dia alegre
E se dissipe a névoa nocturna."

Aleksandr Púchkin


segunda-feira, janeiro 04, 2010

Saudades de Nova Iorque

"Depois do Natal trazemos as almas mais magoadas, é certo. Gostamos muito uns dos outros, mas com as devidas distâncias de espaço e de tempo. Depois de uma ou duas horas de contenção, por uma acumulação lenta insuspeita, abre-se uma fissura, uma brecha por onde explode a violência. As famílias são centros de alta fricção acumulada onde pessoas se obrigam a conviver muito para além da própria vontade, lugares atafulhados com miragens e fantasmas."

Pedro Paixão


(na verdade, sei demasiado bem do que ele está a falar. mas este Natal, não foi assim, foi feito de oásis que me saciaram e de afectos que afastaram o frio da noite. não me importava de para o ano ter um Natal como este. fica, desde já, na lista de compras para o ano que agora começa.)


quinta-feira, dezembro 31, 2009

Rufino & Filhos

"O desconcerto do mundo começa pelo que vai ficando por consertar.
Uma torneira que pinga, uma porta que descai, uma gaveta que empena.
Há os desconcertos tranquilos, com os quais podemos conviver meses inteiros sem perder horas de sono, e há os outros, mais agudos, que nos desarrumam as ideias e contribuem devagarinho para o nosso desconcerto interior, o mais terrível de todos, para o qual não há parafusos, arrebites, bananas ou batoques que nos valham.
O problema é que manter o mundo a funcionar dá trabalho.
O problema é que manter o mundo num brinquinho é só para alguns.
Consertar o mundo implica o domínio de certas técnicas e palavras que, aos poucos, desconfiamos nós, estão a cair no esquecimento.
É aqui que entramos em pânico e nos pomos a pensar: e se, de repente, desaparecerem os Akis e os Izzis deste mundo, aqueles onde se vendem as soluções já prontas, a massa A misturada com o preparado B?
E se de repente o único jeitoso que conhecemos deixar de nos valer?
Quem fará disparar o autocolismo avariado? Quem será capaz de travar mesas bambas ou destravar gavetas empenadas? Quem?
Digam-nos, quem?

(...)

Quando vos disserem que a solução para os problemas do mundo está nas mãos de Ban Ki-Moon ou de Barak Obama, sorriam... mas não acreditem.
A solução para os problemas do mundo está, sim, nas vossas humildes mas jeitosas mãos. Porque, se cada um cuidar da sua torneira, da sua pia, da sua porta, o mundo será certamente um lugar melhor.

Em 2010, não vale deitar fora, o que está a dar é consertar."



e podemos começar já daqui a bocadinho... feliz 2010 para todos.

músicas para 2009 - II

(de acordo com o Last.fm, estes foram os mais ouvidos em 2009, aqui para estes lados.)



quarta-feira, dezembro 30, 2009

palavras para 2009

janeiro,
«Já temos muitos quilómetros emocionais percorridos, com ruas paralelas e perpendiculares inesperadas, mas nunca, nunca com becos sem saída.»

fevereiro,
«Mas quando sou salvo... Não haverá nenhum opiáceo que forneça a mesma sensação. Uma sensação de liberdade, de quebra de barreiras intransponíveis, de amor, de alívio, de que realmente sou alguém e, num estranho universo do qual pouco percebo, a minha vida tem razão de ser e sim, é bom estar aqui e ser assim.»

março,
«O gang dos bróculos deixou mais marcas do que se pensaria. Vivemos em tempos violentos e todo o cuidado é pouco ao cruzarmo-nos com espécies tuberculas esverdeadas...»

abril,
«Tinha a sensação que esse facto lhe dava um ar algo desesperado, o que apenas aumentava os constantes remorsos que sentia de cada vez que entrava naquela casa. Mas que não impediam a excitação que sempre sentia naquele exacto momento. O momento em que tinha de escolher uma das mulheres do outro lado do vidro.»

maio,
«Ontem partilhámos provavelmente o momento mais íntimo que alguma vez tivémos. Bem sei que era uma actividade perfeitamente banal, mas quando os meus olhos encontraram os teus continuamente marejados pelas lágrimas que agora te aparecem tão facilmente, por pouco não chorei também.»

junho,
«Ouvir a sua vizinha de cima a tocar o piano era o amor que lhe chegava para incendiar o seu coração.»

julho,
«E depois de ouvir tudo aquilo, o esparguete não teve outra decisão que não fosse pegar nas suas almôndegas, meter o frasco de quetchupe na mala, colocar o chapéu de palha e sair pela porta da frente, deixando as chaves em cima do móvel da entrada.»

agosto,
«Valha-nos os poucos bocejos que demos ou ainda agora estaríamos no sofá. A idealizar uma qualquer teoria científica da treta, com resultados muito pouco credíveis...»

setembro,
«E quando chegavam a casa, beijavam-se e chegavam à conclusão que a sua vida nunca seria igual a um filme francês.»

outubro,
«Sentia-se a afundar lentamente, para dentro de um mundo que não descansaria até sugar toda e qualquer réstia de esperança humana à sua face. Manter-se à tona? Sim, continuaria a fazê-lo, sozinha e sem mais ninguém nem nada pelo qual fazê-lo.»

novembro,
«Por vezes deixo-me seduzir pela floresta, quando tenho a árvore mesmo à minha frente e nem assim viro o volante para evitar o embate que se avizinha.»

dezembro,
«Foram apenas dois segundos, enquanto passaste em frente ao vidro. Dois segundos que poderiam ter durado uma vida inteira.»


terça-feira, dezembro 29, 2009

fotografias para 2009



músicas para 2009

"Like a drug", Dead Combo



"Homelands", Nitin Sawhney



"Theme From Turnpike", dEUS



"Wrong", Depeche Mode



"Brainy", The National



"Samantra", Norberto Lobo



"Cangote", Céu



"Je Ne T'Aime Plus", Manu Chao



"Failure", Kings of Convenience



"A Man Needs A Woman Or A Man To Be A Man", Bill Callahan



"Filha de duas mães", A Naifa



"Creo Cariño", Oquestrada

filmes para 2009

Valsa com Bashir







Into The Wild







Slumdog Millionaire









Gran Torino









Star Trek







Chacun Son Cinéma











Elegia









The Limits Of Control









Inglourious Basterds













O Solista











O'Horten








The Brothers Bloom