terça-feira, novembro 14, 2006
Como tornar-se doente mental
[...]
Em tudo o resto você pode continuar a arriscar, mas uma boa parte das suas possibilidades vitais fica definitivamente arredada do horizonte. Tanto assim é que nem pensa muito nisso, a não ser que um percalço ou a insistência de um amigo ignorante dos seus tabus o leve a encontros inesperados. Esgotadas as suas evasivas, aí está o "inimigo", à frente dos seus olhos. Trata-se, para o comum dos mortais, de uma coisa banal, uma ridicularia que qualquer um vence sem problemas. Para si é uma coisa sagrada, que teme mas simultaneamente o fascina, como se fosse uma fronteira franqueável da sua vida. Repulsa e desejo, diria um psicólogo; porém, para si, continua a ser um problema topográfico, uma fronteira. Uma fronteira que talvez pudesse ultrapassar. Cuidado, porém, porque, se o fizer, não sei onde irá parar. Conheci um homem que, vencido o medo dos ratos, se tornou pegador de toiros."
Lugar da Estrada
domingo, novembro 12, 2006
Gondry = Cientista de Sonhos

Para quem não conhece o trabalho de Michel Gondry, fica aqui um sonho do qual já disfrutei muitas vezes e nunca me canso. E agora é só esperar pela estreia de mais este sonho. Ah, e já agora, aqui ao lado, no Gira-Discos, fica um sonho mais pequenino mas que não deixa de ser um sonho bem bonito feito por este grande "cientista".
quinta-feira, novembro 09, 2006
Sóbrio
(Banda sonora e fonte de inspiração aqui)
quarta-feira, novembro 08, 2006
O Mal ao cimo da terra?
(in Público)
Caro Bento XVI e demais membros do Estado do Vaticano, eu, enquanto crente na fé cristã (pelo menos desde a última vez que me vi ao espelho), não vejo os meus sentimentos feridos por um desfile de Orgulho Gay em Jerusalém ou, para esse caso, em Lisboa, no Cacém ou em qualquer outro lado. Também não me parece que, mesmo sendo Jerusalém uma cidade sagrada, um desfile deste género seja um grave afrontamento. Afrontamento serão, sem dúvida, os milhares de mortos que ao longo dos anos têm acontecido na faixa de terra à qual pertence Jerusalém, fazendo com que ambos os lados da barricada mantenham constantemente as suas mãos sujas de sangue inocente. Isso sim fere os meus sentimentos, não um desfile onde pessoas que se sentem marginalizadas nos seus direitos enquanto seres humanos, apenas e exclusivamente devido à sua orientação sexual, se manifestam por uma maior tolerância da parte dos "poderes altíssimos". Não, também não acho que deva haver limites à liberdade de expressão, especialmente não o deve haver se as expressões forem contrárias às nossas e forem feitas de uma forma pacifíca, como penso que estes desfiles o costumam ser. Em suma, acho que prestariam um melhor serviço à comunidade cristã se combatessem a pobreza que grassa nos países do terceiro mundo, ou a repressão causada por ditaduras que ainda perduram mesmo neste novo século, ou, simplesmente, que mandassem o idiota do W. calar-se cada vez que afirma que teve mais uma conversa com Deus e que por isso vai invadir mais um país que precisa de liberdade e, vejam lá, tem resmas de petróleo no seu subsolo. Mas não, parece ser preferível impedir uma marcha de homossexuais, como se o próprio Satã fosse estar presente. E depois ainda se questionam porque é que cada vez mais fiéis se afastam da Igreja.... Cresçam e apareçam, meus senhores. Eu também o fiz durante toda a minha vida...
terça-feira, novembro 07, 2006
Novidades Hertzianas
1 Pouco Mouco
NetFM
Boa Noite e um Queijo
Otites
Triângulo Escaleno
Ex-Português Suave actual Padeira de Alcoitão
domingo, novembro 05, 2006
Cloud Atlas
Ondas Sonoras - XX
Será que se eu escrever que este foi o primeiro disco que eu ouvi que me agarrou pelos colarinhos, abanou toda a minha massa cinzenta, para depois me apertar o coração com tamanha força que as lágrimas não pediram licença para correrem pela minha face abaixo, será que se eu escrever isto ainda preciso de escrever mais alguma coisa para vos explicar o que este disco significa para mim? A vida não é vida enquanto não se tiver ouvido músicas como Tyed, Whiskey & Water, City Sickness, Milky Teeth, Jism, Raindrops, Her, Drunk Tank ou The Not Knowing. Obrigado, meus senhores, por esta obra de arte que ainda hoje me assombra.
Dez
Como diria o outro, prueva superada, não concordas?
quinta-feira, novembro 02, 2006
Because I feel like it...
It's been almost six years since we last saw each other. At that time we were left with almost half a world between us. Nowadays it's only one ocean but still it's a lot, right? I started remembering about the first day we met. Two strangers in a strange land. Only one thing in common, our faith. On that first day I remember a lot of things, Myoung-dong, Changdokkung Palace, Han River… You were taking your first steps on that massive city and I was actually being the host, who’d of think it? Our friendship grew with the days, and I still can hear a lot of echoes from our conversations. Our hopes, our expectations, our fears, our thoughts. And then there was the other side, the eating, the drinking, the dancing, and all those things seemingly unimportant but that brought our ties even closer. My (excruciatingly small) house was your house. Your welcoming point away from Chonan. I will never forget most of my weekends in the midst of those huge skyscrapers because most of the times you were there to share them with me. And soon after it was October. Going down to Kyoungju. Eating noodles somewhere around 2 a.m. Singing happy birthday in a bar where we were the only customers. Sleeping (and losing our minds) in a bus stop. Watching the sunrise in Pulguksa. Climbing Tohamsan. Trying to hitchhike in a place where even the natives don’t do it. Ending up tired and sleepy in yet another bar. Realizing it was a hell of a birthday. And then the last day came. You, me and all of my best friends from an unforgettable year went over to Pukhansan and saw the real Land of the Morning Calm. Since then it’s been mainly e-mail and messenger for us. You got married, I didn’t. You are happy, I’m happy for you. Because friendship can really climb mountains or cross oceans and, hey, someday we will make Portugal and Canada seem a little more closer, right? Take care, R.
“The world is a book and those who do not travel read only a page.”
St. Augustine
quarta-feira, novembro 01, 2006
A Perdida
terça-feira, outubro 31, 2006
segunda-feira, outubro 30, 2006
Infância perdida
"O quê, vou ter que começar a pagar portagem naquela estrada? Sempre a sacarem..."
"Hoje fui marcar consulta às 6 da manhã e mesmo assim não tive marcação..."
"Graças ao ministério da Educação, vou ter que dar aulas para trás do sol posto..."
"Aumento de 2 euros? Só podem estar a gozar..."
"É pá, tornei a não ganhar o Euromilhões. Sai sempre aos outros..."
A importância de tudo isto? Perguntem ao Mark.
"He last ate the day before. His broken wooden paddle was so heavy he could barely lift it. But he raptly followed each command from Kwadwo Takyi, the powerfully built 31-year-old in the back of the canoe who freely deals out beatings.
“I don’t like it here,” he whispered, out of Mr. Takyi’s earshot."
Mais um passo
Rever as caras do dia-a-dia, sorrir por ver a grande maioria.
Constatar que há poucas mudanças, o que é bom continua a ser bom, o que é mau permanece incessantemente mau. Contudo, foi um bom regresso.
Mas o melhor foi chegar a casa, ligar o computador, descarregar o mail e descobrir que por muito pequeno que seja o nosso esforço, acabamos de ajudar a dar mais um passo para algo que acredito sinceramente que possa contribuir para um mundo melhor.
"Depois de três semanas de campanha em Nova Iorque e mais de três anos de acções por todo o mundo, a Campanha Controlar as Armas obteve uma grande vitória a 26 de Outubro de 2006, quando 139 Governos votaram a favor da Resolução da ONU para o começo dos trabalhos sobre um Tratado Internacional de Comércio de Armas (ATT).
Não teríamos atingido este marco histórico sem o apoio de mais de um milhão de pessoas que se juntou à Campanha "Um Milhão de Rostos", os milhares de activistas creativos e dedicados que trabalharam na campanha e todos os membros e apoiantes que participaram e colaboraram com as nossas acções.
Ainda temos um longo caminho pela frente até o Tratado se tornar, efectivamente, uma realidade. Porém, este é um momento de celebração e recompensa pelo esforço e tempo dispendido por todos aqueles que contribuíram para esta vitória.
Deixamo-vos com os mais sinceros agradecimentos e esperamos que esta notícia seja, de algum modo, uma justificação do vosso apoio e trabalho para esta campanha."
Mais informações na Amnistia Internacional Portugal.
domingo, outubro 29, 2006
A Rejeitada
Ritual
| adjectivo 2 géneros | ||||||||||||
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| substantivo masculino | ||||||||||||
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| (Do lat. ritu | ||||||||||||
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