É uma história de amor, pura e simplesmente isso. Que interessa que os amantes sejam do mesmo sexo? É preciso ser muito mesquinho (tal como algumas pessoas que estavam dentro da sala de cinema) para não se sentir tocado por uma verdadeira história de amor como esta, cheia de obstáculos, receios e rejeições. Na verdade, quer se goste ou não do filme, a sensação que se traz é que ainda há muita intolerância para com a diferença, mesmo quando esta apenas assume a forma de um filme. Vão vê-lo e julguem-no por vocês. Só para ver actuações como as do Heath Ledger e da Michelle Williams, eu acho que vale a pena...
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Não queria fazer mais posts sobre amor, mas tem de ser...
É uma história de amor, pura e simplesmente isso. Que interessa que os amantes sejam do mesmo sexo? É preciso ser muito mesquinho (tal como algumas pessoas que estavam dentro da sala de cinema) para não se sentir tocado por uma verdadeira história de amor como esta, cheia de obstáculos, receios e rejeições. Na verdade, quer se goste ou não do filme, a sensação que se traz é que ainda há muita intolerância para com a diferença, mesmo quando esta apenas assume a forma de um filme. Vão vê-lo e julguem-no por vocês. Só para ver actuações como as do Heath Ledger e da Michelle Williams, eu acho que vale a pena...
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Taras e Manias
E pronto, estava-se mesmo a ver. O meu caro amigo Suburbano não podia deixar de me convidar a participar naquilo que parece uma chain-letter, versão blogue. Curiosamente, lembro-me de há uns anos atrás estar sempre a receber por mail coisas parecidas com esta e, quando tinha tempo, lá mandava a quem me interessava. Acho engraçado, se bem que lendo algum dos blogues que já aderiram a este movimento, as manias quase "saltam" das suas palavras, de modo que isto era quase desnecessário. Anyway, aqui vai:
"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Além disso, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Crónicas da (e depois da) Califórnia
A Poeira dos Dias
Blue Notes
Estradas Perdidas
A Miúda dos Disparates
Bom proveito!
"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Além disso, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
- Não resistir a comprar livros atrás de livros até ao ponto em que a estante dos livros por ler é maior que a estante dos livros já lidos.
- Ver uma nesga de Sol no céu e ir a correr para a esplanada mais próxima, sempre acompanhado por um livro e uma Sagres.
- Convencer-me que sei quando o sono vai chegar e acordar no dia seguinte com a luz acesa, a aparelhagem ligada e um livro aberto em cima de mim.
- Estar ao computador e passar constantemente as mãos pela penugem que tenho no queixo (alguém ainda me há-de explicar o desejo recalcado por detrás disto).
- Comprar sempre uma porcaria qualquer nos aeroportos dos meus destinos que vai, eventualmente, ficar a ganhar pó na prateleira.
Crónicas da (e depois da) Califórnia
A Poeira dos Dias
Blue Notes
Estradas Perdidas
A Miúda dos Disparates
Bom proveito!
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Não digo mais nada!
Esta "coisa" do dia de S. Valentim faz-me alguma confusão e lembra-me de imediato aquele famoso sketch do Herman, "Para que é que serve uma Tuna?". Ou seja, para que é que serve um dia de S. Valentim? Bom, o dia de S. Valentim... bom, serve para.... enfim.... bom.... eu acho que deve servir para alguma coisa. Será que, para aqueles que estão apaixonados, precisam mesmo de um dia para oferecer flores, chocolates, entre outras coisas de gosto (muito) duvidoso? Será que não deviam "dar-se" todos os dias ao seu(sua) mais que tudo? Será que apenas se lembram que amam alguém neste preciso dia? Será que ainda acreditam que há algo de "anjinho com seta maravilha" que de facto os fez ficar juntos? Se calhar deviam ler a explicação científica... Mas mesmo para quem acredita que o amor é um assunto de alma e não de laboratório, será que faz mesmo falta um dia como o de S. Valentim? Bom, esqueçam isto tudo e vão já beijar a pessoa que amam!
Por mim acho mais importante lembrar que hoje é também o Dia Nacional do Doente Coronário, uma vez que cada vez mais à minha volta vejo pessoas com doenças "pejorativas" do coração, e fico cada vez mais preocupado com o meu próprio estilo de vida. É verdade que já não fumo desde o dia 1 de Janeiro, é também verdade que o meu local de trabalho não é propriamente gregário, mas por outro lado os hábitos alimentares têm resvalado ultimamente (muito por causa das jantaradas da Palmeira;-), e os hábitos desportivos são muito diminutos. Se queremos que nós e as pessoas que amamos vivam mais uns anitos, temos que nos comportar e praticar as boas práticas de vida, de modo a que, uma vez por outra, tenhamos os nossos excessos sem preocupações de dores no peito.
Finalmente, (isto hoje é um post tipo leve 3, pague 2), achei engraçada esta imagem que vai aqui ao lado. Foi tirada na India e eu só tenho uma dúvida: trata-se de uma manifestação anti-São Valentim (e toda a maléfica ocidentalidade a ele associada) ou será uma manifestação a favor dos casamentos entre homossexuais? Dá que pensar... Se calhar ainda crio uma sondagem aqui ao lado para saber a opinião dos meus queridos e amados leitores!E hoje já não digo mais nada!
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
domingo, fevereiro 12, 2006
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Celibato, anyone?
Kissing many 'risks meningitis'
Kissing with tongues enables the potentially deadly meningococcal bacteria to pass between partners. [...]
[...] It is known that around one in 10 teens carry meningococcal bacteria. [...]
[...] In addition to kissing multiple partners, a history of preceding illness, and being a student were linked to an increased risk of disease, while attendance at a religious event was linked to a lower risk. [...]
[...] "They tend to think they are impervious and will live forever. But if the message is this is something that could kill them in three days, it's a little more adjacent." [...]
[...] Linda Glennie, head of research at the Meningitis Research Foundation, which funded the study, said: "I don't expect teenagers to become nuns and monks for the duration of their university career, but I would encourage them to be aware of the symptoms." [...]
Kissing with tongues enables the potentially deadly meningococcal bacteria to pass between partners. [...]
[...] It is known that around one in 10 teens carry meningococcal bacteria. [...]
[...] In addition to kissing multiple partners, a history of preceding illness, and being a student were linked to an increased risk of disease, while attendance at a religious event was linked to a lower risk. [...]
[...] "They tend to think they are impervious and will live forever. But if the message is this is something that could kill them in three days, it's a little more adjacent." [...]
[...] Linda Glennie, head of research at the Meningitis Research Foundation, which funded the study, said: "I don't expect teenagers to become nuns and monks for the duration of their university career, but I would encourage them to be aware of the symptoms." [...]
Ainda não?
Como é que se constroi uma relação amorosa? A questão, que para alguns poderá ser de resposta quase imediata, a mim quase me causa uma dor de cabeça monumental. Provavelmente conviver com um casal cujo casamento já dura há quase 31 anos (os meus pais) deveria facilitar a resposta, mas a verdade é que isso não acontece. Imagine-se então se pensarmos nos meus meus avós que já passaram a marca dos 65 anos de matrimónio.
O meu primeiro contacto com alguém divorciado já aconteceu muito tarde na minha vida. Durante os meus tempos escolares a maior parte dos meus amigos e amigas provinha de lares onde os dois "progenitores" ainda habitavam. Só quando cheguei à faculdade comecei a privar com pessoas que me contavam como era a experiência de "viver com a mãe e passar as férias com o pai". Alguns não conseguiam compreender o que é que se passava nas cabeças dos pais enquanto outros até achavam que os pais tinham tomado a decisão correcta. Reacções diferentes para situações diferentes. Quando iniciei a minha vida profissional a sério vi-me "atirado" para um meio onde casamento e divórcio quase dividiam as atenções a meio. Em muitos casos devido ao stress de ambos os lados terem de manter uma carreira profissional, ou simplesmente porque as motivações/objectivos de vida não são imutáveis.
Calculo que a próxima geração já vá lidar com o divórcio de uma forma quase natural, ou pelo menos com maior clareza (alguns diriam com um espírito mais "frio") do que eu. Também o casamento/união de facto/o que quer que lhe queiram chamar já mudou muito desde a minha infância e a tendência normal é para que continue a evoluir. O que me leva à minha pergunta inicial, como é que se constroi uma relação amorosa?
É verdade que não sou dos melhores exemplos (o prazo costuma terminar aos 6 meses), mas onde será que as coisas deixam de funcionar? Será um caso para psiquiatra? Será medo de um compromisso, como se diz muito hoje em dia? O homem que tem medo de se "prender" a uma relação mónogama? E depois, como se já não fosse fácil lidar com estes problemas e todos os preconceitos à volta dos mesmos, ainda há a pressão do "então, quando é que te casas?", ou do seu parente-ainda-mais-esquisofrénico "então, quando é que me dás um neto?". Se a motivação para o "juntar dos trapinhos" já não é muita, assim é que não aumenta de certeza.
Basicamente há demasiadas expectativas. Espera-se a apresentação do ente enamorado. Espera-se o casamento com os enfeites todos. Espera-se uma vida conjugal pacífica. Esperam-se netos, bisnetos, tetranetos. Esperam-se bodas de prata, bodas de ouro, bodas de diamante. Não há espaço para fugir deste "caminho". Caso contrário, "há alguma coisa com aquele rapaz (rapariga) que não está bem!".
Deixem-me respirar! Credo!
O meu primeiro contacto com alguém divorciado já aconteceu muito tarde na minha vida. Durante os meus tempos escolares a maior parte dos meus amigos e amigas provinha de lares onde os dois "progenitores" ainda habitavam. Só quando cheguei à faculdade comecei a privar com pessoas que me contavam como era a experiência de "viver com a mãe e passar as férias com o pai". Alguns não conseguiam compreender o que é que se passava nas cabeças dos pais enquanto outros até achavam que os pais tinham tomado a decisão correcta. Reacções diferentes para situações diferentes. Quando iniciei a minha vida profissional a sério vi-me "atirado" para um meio onde casamento e divórcio quase dividiam as atenções a meio. Em muitos casos devido ao stress de ambos os lados terem de manter uma carreira profissional, ou simplesmente porque as motivações/objectivos de vida não são imutáveis.
Calculo que a próxima geração já vá lidar com o divórcio de uma forma quase natural, ou pelo menos com maior clareza (alguns diriam com um espírito mais "frio") do que eu. Também o casamento/união de facto/o que quer que lhe queiram chamar já mudou muito desde a minha infância e a tendência normal é para que continue a evoluir. O que me leva à minha pergunta inicial, como é que se constroi uma relação amorosa?
É verdade que não sou dos melhores exemplos (o prazo costuma terminar aos 6 meses), mas onde será que as coisas deixam de funcionar? Será um caso para psiquiatra? Será medo de um compromisso, como se diz muito hoje em dia? O homem que tem medo de se "prender" a uma relação mónogama? E depois, como se já não fosse fácil lidar com estes problemas e todos os preconceitos à volta dos mesmos, ainda há a pressão do "então, quando é que te casas?", ou do seu parente-ainda-mais-esquisofrénico "então, quando é que me dás um neto?". Se a motivação para o "juntar dos trapinhos" já não é muita, assim é que não aumenta de certeza.
Basicamente há demasiadas expectativas. Espera-se a apresentação do ente enamorado. Espera-se o casamento com os enfeites todos. Espera-se uma vida conjugal pacífica. Esperam-se netos, bisnetos, tetranetos. Esperam-se bodas de prata, bodas de ouro, bodas de diamante. Não há espaço para fugir deste "caminho". Caso contrário, "há alguma coisa com aquele rapaz (rapariga) que não está bem!".
Deixem-me respirar! Credo!
Intervalo
O vencedor do World Press Photo 2005 é

Canadian photographer Finbarr O'Reilly is the winner of the World Press Photo of the Year Award. His picture of a child's hand pressed against his mother's at an emergency feeding centre in Niger was described as having "beauty, horror and despair".
mas a foto que mais "mexeu" comigo foi

Panos Picture's photographer Andrew Testa shows a burial of Srebrenica massacre victims, in Potocari, Bosnia.
O ano passado pude assistir à exposição do World Press Photo no CCB e na altura pude confirmar algo que já suspeitava, que as fotografias mais impressionantes eram as que lidavam com a dor e tragédia humanas. Seja em guerras inúteis, catástrofes naturais, ou pura e simplesmente por que lhes virámos as costas (mas não as objectivas). Na altura pude inclusivé comentar com o Suburbano, que assistiu comigo à exposição, que os galardoados deste ano iriam estar relacionados com os atentados em Londres, o furacão Katrina, e, claro, África, sempre África. E a verdade é que não nos enganámos muito, pois por muitas categorias que estes prémios World Press Photo tenham, são sempre as fotos que nos deixam a pensar ou mesmo à beira das lágrimas que mais nos entram no coração. A questão é se lá permanecem...

Canadian photographer Finbarr O'Reilly is the winner of the World Press Photo of the Year Award. His picture of a child's hand pressed against his mother's at an emergency feeding centre in Niger was described as having "beauty, horror and despair".
mas a foto que mais "mexeu" comigo foi

Panos Picture's photographer Andrew Testa shows a burial of Srebrenica massacre victims, in Potocari, Bosnia.
O ano passado pude assistir à exposição do World Press Photo no CCB e na altura pude confirmar algo que já suspeitava, que as fotografias mais impressionantes eram as que lidavam com a dor e tragédia humanas. Seja em guerras inúteis, catástrofes naturais, ou pura e simplesmente por que lhes virámos as costas (mas não as objectivas). Na altura pude inclusivé comentar com o Suburbano, que assistiu comigo à exposição, que os galardoados deste ano iriam estar relacionados com os atentados em Londres, o furacão Katrina, e, claro, África, sempre África. E a verdade é que não nos enganámos muito, pois por muitas categorias que estes prémios World Press Photo tenham, são sempre as fotos que nos deixam a pensar ou mesmo à beira das lágrimas que mais nos entram no coração. A questão é se lá permanecem...
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Eternal Sunshine Of The Spotless Mind
"Random thoughts for Valentine's day, 2004. Today is a holiday invented by greeting card companies to make people feel like crap."
terça-feira, fevereiro 07, 2006
American Gods
"Religions are, by definition, metaphors, after all: God is a dream, a hope, a woman, an ironist, a father, a city, a house of many rooms, a watchmaker who left his prize chronometer in the desert, someone who loves you - even, perhaps, against all evidence, a celestial being whose only interest is to make sure your football team, army, business, or marriage thrives, prospers, and triumphs over all opposition."
domingo, fevereiro 05, 2006
Direitos e Descriminações
A propósito de um post do Bodegas, deixei-lhe o seguinte comentário:
De acordo contigo na parte que se traduz em contrato. Agora só gostava que explicasses melhor as razões pelas quais não concordas com a parte da adopção. É que essa do "pilar fundamental que é a família" poderia ter alguma aderência à realidade há umas 3 ou 4 décadas atrás. Hoje em dia, o que é uma família? Um pai e uma mãe que, na maior parte dos casos, passam cada vez menos tempo com os filhos e tentam "comprá-los" com uma cascata de brinquedos? Um pai e uma mãe que, em alguns casos, são tão abusadores dos filhos que os mesmos estariam melhor sem os ditos cujos? Um pai e uma mãe que, passados alguns meses da criança nascer, descobrem que afinal não tencionam passar o resto da vida juntos e se divorciam? A meu ver, a questão da adopção é mais complexa do que isso e não passa certamente por subsídios à natalidade ou afins...
Leitura obrigatória: A Convenção Sobre os Direitos da Criança
De acordo contigo na parte que se traduz em contrato. Agora só gostava que explicasses melhor as razões pelas quais não concordas com a parte da adopção. É que essa do "pilar fundamental que é a família" poderia ter alguma aderência à realidade há umas 3 ou 4 décadas atrás. Hoje em dia, o que é uma família? Um pai e uma mãe que, na maior parte dos casos, passam cada vez menos tempo com os filhos e tentam "comprá-los" com uma cascata de brinquedos? Um pai e uma mãe que, em alguns casos, são tão abusadores dos filhos que os mesmos estariam melhor sem os ditos cujos? Um pai e uma mãe que, passados alguns meses da criança nascer, descobrem que afinal não tencionam passar o resto da vida juntos e se divorciam? A meu ver, a questão da adopção é mais complexa do que isso e não passa certamente por subsídios à natalidade ou afins...
Leitura obrigatória: A Convenção Sobre os Direitos da Criança
Um blogue com fim anunciado
Blogue dá voz a condenado no corredor da morte
O que será que passa pela cabeça de uma pessoa que sabe exactamente o dia, a hora, o minuto, o segundo em que a sua vida vai ser "desligada"? Que tipo de pensamentos pode essa pessoa transmitir aos outros, os que aceitam a pena de morte e os que a condenam? É a isto tipo de perguntas que Vernon Lee Evans tenta responder no seu blog Meet Vernon. O mundo dos blogues não pára, de facto, e quando parece que já nada nos pode surpreender, eis que a vida real entra ainda mais longe pela blogosfera adentro. Independentemente do crime que Vernon cometeu, do tipo de defesa a que teve direito, se é de facto inocente ou não, não concordo nem nunca concordarei com a aplicação da pena de morte. É um acto tão desumano como aqueles que tenta punir. Não há crime que o justifique nem pode existir alguém (neste caso o governador do Maryland Robert Ehrlich) que se arrogue no direito de decidir se liga ou não o botão da cadeira eléctrica. As vidas que Vernon ceifou não serão devolvidas à vida apenas por o executarmos. "Two wrongs don't make one right".
sábado, fevereiro 04, 2006
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
A Fonte da Eterna Juventude
Há coisas que parecem mesmo ser eternas e há duas semanas atrás acabei de descobrir mais uma. Estive perto de uma hora e meia com a minha afilhada a ver episódios atrás de episódios (bendito Canal Panda) do Noddy. É esse mesmo, o Noddy cujos livros li muitas vezes quando ainda nem sequer tinha a idade da minha afilhada. Nem me lembro se na minha altura também houve desenhos animados, mas a memória dos livros da Enid Blyton nunca mais me deixou. E como personagem eterna que é, tive a confirmação que actualmente o Noddy está a ser re-descoberto por mais uma geração de crianças que fica intrigada com coisas tão simples como o porquê do carro do Noddy avariar ou porque é que as flores do seu jardim andam a desaparecer. Numa altura em que tanto se discute a violência de alguns desenhos animados e a excessiva dependência das crianças em relação à televisão, fico contente ao passar pela área de livraria da minha chafarica e ver uns quantos putos a ler avidamente as aventuras do Noddy. Mas também não vos aconselho a ver muitos episódios do Noddy seguidos, pois corremos o risco de pensar que o mundo é mesmo assim, cheio de paz, amizade e muitos pensamentos cor-de-rosa...
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