terça-feira, agosto 26, 2014

Como diz ali mais abaixo...

... "um simples turista de passagem."


E o anonimato é realmente uma qualidade súbtil. Mesmo que com uma breve referência a "pratos" mais familiares e que nos lembram que o regresso também faz parte do ritual.

 

quarta-feira, agosto 20, 2014

Das palavras que me abraçam.

"as pessoas más não entendem a beleza. não constroem casas nas árvores, não andam de baloiço com os filhos ao colo, não se sentam na areia a ouvir as gargalhadas dos pequenos, não se embrulham com os caes numa obscenidade de beijos, não sabem o sabor da água salgada, não sentem o mar a acariciar a face, não sorriram ao outro, não ergueram sonhos, não brindaram aos amigos, não deram a mão à avó, não apreciaram o olhar do rosto rugoso da mãe, não provaram bolos saídos do forno, não subiram árvores para ver o mundo do alto, não ousaram tocar um dia as nuvens, não se deleitaram com a luz do luar, não se entregam em noites de amor, não comeram torradas a escorrer manteiga, não provaram o sabor da boca do outro, não dançaram ao som de musica imaginária, não deram a mão a ninguém. não quiseram. as pessoas más existem e não vivem."

(da minha querida amiga Polly Jean)

 

domingo, agosto 17, 2014

Um buraco no coração



(ou de como o passado ainda nos atormenta e nos lembra que nunca o poderemos alterar...)


sábado, agosto 16, 2014

Algo de bom...

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(Foto de PenaBranca)


Assim que acabou de ler aqueles parágrafos já um pouco distantes, deixou ficar-se sentado, a olhar pela janela para o sol que se escondia.O sol. Seria sempre uma boa razão para manter o optimismo, especialmente naquele cenário campestre que o acompanhava. Olhou para o passeio. Algumas pessoas aproveitavam o fim de tarde para caminhar e receber um pouco de ar mais fresco nas suas faces. Da sua cadeira pensava, pensava como o tempo é realmente bem personificado na forma da ampulheta, os grãos de areia a escoarem sempre, sem se preocuparem com o que acontece à sua volta. Assim já se tinham passado mais de cinco anos desde o debate. Desde a troca de personalidades, ainda que momentânea. Era um tempo que, mesmo com todas as nuvens negras que teve, recordava com alguma saudade. Apenas alguma. Especialmente daquele tempo em que a sua troca de correspondência fluia com mais vigor, com mais facilidade, com mais, ousava dizê-lo, tranparência. Hoje em dia, mesmo estando mais vezes juntos, o debate era mais moderado, menos extremado. Sinal dos tempos, ou sinal de uma maturidade que já não deixava muito espaço para a impulsividade e emergência de outros tempos. Quando se viajava todos os anos e se deixava tudo para trás, sem remorsos ou outras âncoras que nos agarrassem. Se calhar era isso que precisava, voltar a viajar. Já não deixar a cidade nas costas, mas sim o campo bucólico e generoso, onde toda a gente se conhece e toda a gente tem um opinião para dar. Precisa de sair, ir para um sítio onde ninguém o conheça, um local onde se possa tornar de novo um anónimo, um simples turista de passagem. Sim, era mesmo isso. Provavelmente seria uma viagem a solo, só ele, sem a estimada companhia de outros tempos. Mas não seria isso que o demoveria. Aproveitou os últimos raios de sol para abrir o velhinho atlas lá de casa, ao calhas, como sempre...


segunda-feira, agosto 04, 2014

Nos nossos dias...


"I was born in a refugee camp. I was allowed to leave the west Bank only once. I was 6 at the time and needed surgery. Life here is like life imprisonment. The crimes of the occupation are countless. The worst crime of all is to exploit the people's weaknesses and turn them into collaborators. By doing that, they not only kill the resistance, they also ruin families, ruin their dignity, and ruin an entire people. When my father was executed, I was 10 years old. He was a good person. But he grew weak. For that, I hold the occupation responsible. They must understand that if they recruit collaborators, they must pay the price for it. A life without dignity is worthless. Especially when it reminds you day after day, of humiliation and weakness. And the world watches cowardly, indifferently. If you're all alone, faced with this oppression... you have to find a way to stop the injustice. They must understand that if there's no security for us there'll be none for them either. It's not about power. Their power doesn't help them. I tried to deliver this message to them but I couldn't find another way. Even worse, they've convinced the world and themselves that they are the victims. How can that be? How can the occupier be the victim? If they take on the role of oppressor and victim then I have no other choice but to also be a victim and a murderer as well. I don't know how you'll decide, but I will not return to the refugee camp."